Impacto histórico no comando técnico
A Copa do Mundo de 2026 registrou uma das maiores renovações de técnicos da história: 16 treinadores deixaram o comando de suas seleções após a participação no torneio, seja por demissão, pedido de demissão, fim de contrato ou acordo mútuo. O número equivale a quase um terço (32,6%) dos 49 profissionais que atuaram no Mundial.
Tunísia: a única com dois técnicos
A Tunísia foi a única seleção a dispensar dois treinadores utilizados na Copa. O francês Sabri Lamouchi foi demitido após sofrer uma goleada de 5 a 1 para a Suécia na estreia. Para o restante do torneio, a federação contratou seu compatriota Hervé Renard em um vínculo de curta duração, encerrado logo após a eliminação da seleção africana, que perdeu os três jogos na fase de grupos.
Mudanças por fase
As demais mudanças ocorreram em diferentes momentos. Até agora, oito treinadores deixaram seus cargos após eliminações ainda na fase de grupos, seis se despediram depois de quedas na fase de 16 avos de final e outros dois encerraram seus ciclos nas oitavas. Outras trocas podem ser anunciadas nos próximos dias.
Primeiras baixas na fase de grupos
Hong Myung-bo pediu demissão da Coreia do Sul após uma enxurrada de críticas e depois de ser chamado de “incompetente” pelo presidente do país. Miroslav Koubek renunciou ao cargo da República Tcheca após três partidas sem vitória. Steve Clarke pediu demissão da Escócia após a derrota por 3 a 0 para o Brasil, que selou a eliminação precoce. Marcelo Bielsa deixou o comando de um decepcionante Uruguai, que terminou com apenas dois pontos. Jamal Sellami deixou a Jordânia após a primeira participação histórica do país.
Saídas no mata-mata
No mata-mata, Ronald Koeman pediu demissão da Holanda após a eliminação para o Marrocos nos pênaltis. Sebastián Beccacece se despediu do Equador depois da derrota por 2 a 0 para o México, também na fase de 16 avos. Julian Nagelsmann entregou o cargo na Alemanha após cair nos pênaltis para o Paraguai; seu substituto será Jurgen Klopp.
Zlatko Dalic, que passou nove anos na Croácia e levou a seleção ao vice-campeonato em 2018, deixou o cargo após eliminação para Portugal na fase de 16 avos. Carlos Queiroz encerrou contrato com Gana após derrota para a Colômbia. Nas oitavas, Javier Aguirre deixou o México após derrota por 3 a 2 para a Inglaterra, sendo substituído por Rafa Márquez. Roberto Martínez renunciou a Portugal após derrota por 1 a 0 para a Espanha; Jorge Jesus assumiu.
Casos tardios
Embora a maioria das mudanças tenha sido anunciada ainda no estádio ou poucos dias após a eliminação, dois casos foram oficializados mais tarde. Pape Thiaw deixou o Senegal após derrota para a Bélgica na fase de 16 avos, enquanto Sébastien Migné encerrou sua passagem pelo Haiti após levar a seleção de volta a uma Copa depois de 52 anos.
Lista completa de técnicos que deixaram seus cargos
- Sabri Lamouchi (Tunísia) – demitido
- Hong Myung-Bo (Coreia do Sul) – pediu demissão
- Miroslav Koubek (República Tcheca) – pediu demissão
- Steve Clarke (Escócia) – pediu demissão
- Marcelo Bielsa (Uruguai) – pediu demissão
- Ronald Koeman (Holanda) – pediu demissão
- Sebastián Beccacece (Equador) – fim de contrato
- Julian Nagelsmann (Alemanha) – pediu demissão
- Hervé Renard (Tunísia) – fim de contrato
- Jamal Sellami (Jordânia) – deixou o cargo
- Carlos Queiroz (Gana) – fim de contrato
- Javier Aguirre (México) – deixou o cargo
- Roberto Martínez (Portugal) – pediu demissão
- Zlatko Dalic (Croácia) – pediu demissão
- Pape Thiaw (Senegal) – deixou o cargo
- Sébastien Migne (Haiti) – demitido



