O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou sua ofensiva tarifária em uma semana de decisões protecionistas que atingem diversos países, incluindo o Brasil. Além da taxa de 25% sobre produtos brasileiros, Trump ameaçou impor tarifas de 100% sobre medicamentos genéricos importados pelos EUA e anunciou uma taxa de 12,5% sobre produtos de países que não coíbem o trabalho forçado, também afetando o Brasil.
Tarifas sobre Brasil e Canadá
Na segunda-feira, Trump impôs uma tarifa de 25% sobre todos os produtos brasileiros, acusando o Brasil de práticas comerciais ilegais. No mesmo dia, anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos canadenses, alegando que o Canadá não coopera com as políticas comerciais americanas. As medidas visam proteger indústrias americanas e repatriar a produção, segundo a Casa Branca.
Ameaça de 100% sobre genéricos
Na quarta-feira, Trump ameaçou impor uma tarifa de 100% sobre medicamentos genéricos importados pelos EUA, como parte de uma estratégia para reduzir a dependência de fármacos estrangeiros. A medida, se implementada, afetaria principalmente países como Índia e China, grandes fornecedores de genéricos, mas também pode impactar o Brasil, que exporta insumos farmacêuticos.
Taxa sobre trabalho forçado
Na sexta-feira, Trump anunciou uma tarifa de 12,5% sobre produtos de países que não coíbem o trabalho forçado, incluindo o Brasil. A medida faz parte de uma campanha mais ampla contra práticas trabalhistas consideradas abusivas. Segundo o governo americano, a tarifa será aplicada a partir de 2027 e pode ser ampliada se os países não apresentarem avanços.
Impacto econômico
As tarifas devem gerar retaliações de parceiros comerciais e aumentar a inflação nos EUA, segundo analistas. O Brasil, que exporta aço, alumínio e produtos agrícolas para os EUA, pode sofrer perdas significativas. O Ministério da Economia brasileiro afirmou que buscará negociação, mas não descarta medidas de retaliação.



