As tarifas impostas pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vieram para ficar. A afirmação é da analista brasileira Bruna Santos, especialista em relações entre os dois países, em entrevista exclusiva. Segundo ela, as taxas têm uma cabeça técnica e econômica, referindo-se ao representante de Comércio, Jamieson Greer.
Filosofia econômica por trás das tarifas
Bruna Santos explica que a administração Trump adota uma filosofia econômica que visa transformar os Estados Unidos de uma nação de consumidores em uma nação de produtores. As tarifas são o principal instrumento para alcançar esse objetivo, criando um 'muro tarifário' que protege a indústria doméstica.
Mesmo com a Suprema Corte limitando o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), Trump encontrou brechas em outras seções da Lei de Comércio para manter as barreiras. 'As tarifas vieram para ficar', reitera a analista.
Impacto global e sobre o Brasil
Atualmente, as tarifas afetam 60 países, incluindo o Brasil, que enfrenta uma taxa de 12,5% sobre suas exportações para os EUA. A medida atinge setores como aço, alumínio e produtos agrícolas. Para Bruna Santos, essa estratégia pode levar empresas brasileiras a buscar novos mercados, diversificando suas exportações.
Ela também aponta que a confiança global nos Estados Unidos como parceiro comercial está sendo abalada. Enquanto isso, a China se fortalece como alternativa, consolidando acordos com outras nações.
Perspectivas futuras
A especialista acredita que as tarifas não devem ser revertidas no curto prazo, independentemente de mudanças políticas. 'Há uma base técnica e econômica sólida mantendo essas taxas', afirma. O cenário exige que o Brasil e outros países afetados se adaptem rapidamente para minimizar danos econômicos.



