O novo tarifaço dos Estados Unidos, anunciado pelo governo Trump, inclui mais de 2 mil exceções que limitam o impacto sobre diversos setores. Entre os produtos isentos estão terras-raras, carne, café e outros itens considerados estratégicos. A medida, baseada na Lei da Reciprocidade, gerou reações no Brasil e no mundo.
Impacto limitado, mas alertas persistem
Apesar das isenções, analistas apontam riscos. O juro do Tesouro IPCA+ subiu por toda a curva, seguindo o movimento dos Treasuries americanos. No mercado de ações, o S&P 500 e o Nasdaq caíram, com perdas no setor de chips. No Brasil, o Ibovespa recuou aos 174 mil pontos, refletindo a repercussão do tarifaço.
Reação do Brasil e possíveis retaliações
O governo brasileiro estuda retaliações que podem envolver royalties e patentes farmacêuticas. O presidente Lula afirmou: 'É triste constatar que o desfecho faz parte do enredo da família Bolsonaro'. Já a Fiesp criticou a postura do governo federal, dizendo que o tarifaço 'se soma ao custo Brasil e poderia ter sido evitado'.
Setores afetados e oportunidades
Empresas como Copel caíram 3% após elevar meta de alavancagem, enquanto o JPMorgan mostrou cautela sobre dividendos. No entanto, oportunidades surgem: a XP Educação abriu inscrições para bolsas grátis em formação de IA, do zero ao intermediário.
Mercados financeiros em alerta
O sinal da Fazenda sobre isentos aponta ajuste fiscal pós-eleição, segundo a ARX. Hedge funds chineses que lucraram com IA começam a buscar saída, e a Kinea questiona se US$ 1 trilhão investido em IA terá retorno. Na renda fixa, CDBs, LCIs e LCAs oferecem taxas atrativas.



