O governo federal ampliou a lista de produtos isentos da nova tarifa de 25%, medida que pode reduzir o impacto econômico do chamado tarifaço. A decisão foi anunciada após pressão de setores produtivos e críticas da Fiesp, que classificou a medida como prejudicial ao custo Brasil.
Lista de isenções e justificativas
A nova lista inclui insumos industriais, matérias-primas e bens de capital que não têm produção nacional equivalente. Segundo o Ministério da Economia, a isenção visa evitar desabastecimento e proteger a competitividade da indústria brasileira. A justificativa oficial é que a tarifa poderia elevar custos de produção e gerar inflação.
Reação do mercado e críticas
A Fiesp emitiu nota criticando a postura do governo: “O tarifaço se soma ao custo Brasil e poderia ter sido evitado”. A entidade defende que a medida pode encarecer produtos e desestimular investimentos. Já o mercado financeiro reagiu com cautela. O Ibovespa operou estável, enquanto o dólar subiu ligeiramente.
Lei de Reciprocidade e impactos
O governo brasileiro anunciou que vai acionar a Lei de Reciprocidade Econômica, que permite retaliações a países que impõem barreiras comerciais. A medida pode gerar tensão diplomática, mas o Executivo afirma que é necessária para defender os interesses nacionais.
Indicadores econômicos
No cenário externo, os pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA caíram, sinalizando mercado de trabalho aquecido. No Brasil, as vendas no varejo avançaram apenas 0,1% em maio, frustrando projeções do mercado. O IPCA, principal índice de inflação, segue monitorado, com impacto direto nas finanças das famílias.
Empresas e mercado de capitais
Ações como Light, Totvs, Brava, Axia, B3 e Oncoclínicas estão no radar dos investidores. A Oncoclínicas informou ter recebido oferta da IG4, mas não há transação acordada. Já a Ânima caiu 33% após anúncio de compra da FMU, gerando dúvidas sobre o futuro do papel.
Segundo o presidente da Fiesp, “a indústria precisa de previsibilidade, não de sobressaltos”. A declaração reflete o clima de incerteza que domina o setor produtivo.



