Medida atinge 42% dos produtos brasileiros enviados aos EUA
Uma tarifa adicional de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros afetará 42% de todas as exportações do Brasil para o país norte-americano em 2025, de acordo com cálculo de consultoria especializada. A sobretaxa foi aplicada sob a alegação de que o Brasil e outros 59 países falham em barrar a entrada de importações fabricadas com trabalho forçado.
Governo Lula reage e promete ação na OMC
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente a medida, classificando-a como uma manipulação de direitos humanos e prometendo buscar reciprocidade. Em nota oficial, o governo brasileiro afirmou que acionará a Lei de Reciprocidade e levará o caso à Organização Mundial do Comércio (OMC).
“O Brasil sempre cumpriu rigorosamente sua legislação trabalhista e combate o trabalho forçado de forma efetiva. A medida americana carece de base legal e fere os princípios do comércio internacional”, declarou o Ministério das Relações Exteriores.
Impacto nas exportações brasileiras
Segundo a consultoria, a tarifa de 12,5% incidirá sobre 42% dos produtos brasileiros exportados para os EUA em 2025, o que representa uma parcela significativa do comércio bilateral. Os setores mais afetados incluem siderurgia, alumínio, calçados e têxteis.
“A medida é desproporcional e injustificada. Vamos defender nossos interesses na OMC e buscar todas as medidas cabíveis para garantir a reciprocidade”, afirmou o ministro da Economia, Fernando Haddad.
Contexto da disputa comercial
A tarifa adicional foi anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo representante comercial americano, Jamieson Greer, sob o argumento de que o Brasil e outros países não combatem adequadamente o trabalho forçado em suas cadeias produtivas. No entanto, o governo brasileiro contesta a alegação, destacando que o país possui uma das legislações trabalhistas mais avançadas do mundo.
O Brasil já sinalizou que pretende usar a Lei de Reciprocidade, que permite ao país adotar medidas equivalentes contra os EUA caso a disputa não seja resolvida diplomaticamente. A ação na OMC deve ser protocolada nas próximas semanas.



