Prazo final: Brasil tem até quarta para contestar tarifaço dos EUA
Prazo final: Brasil contesta tarifaço dos EUA até quarta

O governo brasileiro tem até esta quarta-feira para contestar formalmente a investigação dos Estados Unidos que pode resultar na imposição de tarifas de importação de 25% sobre produtos brasileiros, sob alegação de práticas desleais de comércio. Além disso, uma tarifa adicional de 12,5% é proposta sob acusações de trabalho forçado, o que elevaria o total para 37,5%. O Itamaraty deverá enviar uma manifestação por escrito para tentar reverter o tarifaço, que ameaça a relação bilateral.

Contexto da investigação americana

A investigação foi aberta pelo governo dos Estados Unidos com base em supostas práticas desleais adotadas pelo Brasil em setores como siderurgia e produtos agrícolas. As tarifas de 25% seriam aplicadas como medida compensatória, enquanto a taxa adicional de 12,5% está vinculada a alegações de uso de trabalho forçado na cadeia produtiva brasileira. Segundo fontes diplomáticas, o Brasil nega as acusações e busca apresentar evidências de que suas práticas comerciais estão em conformidade com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Manifestação do Itamaraty

O Ministério das Relações Exteriores prepara um documento detalhado para ser entregue até o prazo final, contestando ponto a ponto as alegações americanas. A expectativa é que a manifestação inclua dados econômicos e jurídicos que demonstrem a ausência de subsídios ilegais ou dumping. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se reuniu com representantes do setor produtivo para alinhar a estratégia de defesa. Em nota, o Itamaraty afirmou que "o Brasil confia na solução diplomática e no respeito aos acordos internacionais".

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Impactos econômicos

Caso as tarifas sejam aplicadas, os setores mais afetados seriam o de aço, alumínio, carne bovina e suco de laranja, que juntos representam bilhões de dólares em exportações para os EUA. Especialistas estimam que o tarifaço poderia reduzir em até 15% as vendas brasileiras ao mercado americano no curto prazo. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) classificou a medida como "injustificada" e alertou para possíveis retaliações comerciais.

Movimentação política

O deputado federal Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou que pretende participar de audiência pública sobre o tema, marcada para a próxima semana na Câmara dos Deputados. Em suas redes sociais, ele criticou a condução do governo Lula nas negociações e defendeu uma postura mais firme. A oposição articula a convocação de autoridades do Itamaraty para prestar esclarecimentos sobre a estratégia de defesa comercial.

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