Pix sob ataque dos EUA: Europa avança com euro digital
Pix sob ataque dos EUA: Europa avança com euro digital

O sistema de pagamentos instantâneos Pix, desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, tornou-se alvo de uma disputa comercial com os Estados Unidos. O governo americano alega que o Pix prejudica empresas de pagamento norte-americanas, como Visa e Mastercard, e, como retaliação, impôs uma sobretaxa sobre exportações brasileiras. A medida acirra as tensões comerciais entre os dois países e coloca o Brasil no centro de um debate global sobre soberania digital e concorrência no setor financeiro.

Entenda a disputa comercial

De acordo com fontes oficiais, os EUA argumentam que o Pix, por ser um sistema público e de baixo custo, cria barreiras para a atuação de provedores privados estrangeiros no mercado brasileiro. A sobretaxa, cujo percentual não foi divulgado, incide sobre uma lista de produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. O governo brasileiro, por sua vez, nega as acusações e afirma que o Pix é um sistema aberto e interoperável, que beneficia consumidores e empresas ao reduzir custos e aumentar a eficiência.

Europa avança com euro digital

Enquanto isso, a União Europeia anunciou que lançará em 2027 um projeto piloto do euro digital, com o objetivo declarado de reduzir a dependência de provedores de pagamento americanos, como Visa e Mastercard. A iniciativa europeia busca fortalecer a soberania financeira do bloco e oferecer uma alternativa pública e segura aos sistemas privados. O euro digital será emitido pelo Banco Central Europeu e poderá ser usado por cidadãos e empresas em toda a zona do euro.

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Impactos globais

O movimento europeu ecoa a estratégia brasileira com o Pix, que já é utilizado por mais de 70% da população adulta do Brasil. Especialistas apontam que a adoção de sistemas próprios de pagamento por diversos países pode reduzir a influência das grandes empresas americanas no setor. A disputa comercial entre Brasil e EUA, portanto, insere-se em um contexto mais amplo de busca por autonomia tecnológica e financeira.

Segundo analistas, a sobretaxa americana pode ter impacto limitado nas exportações brasileiras, mas o simbolismo da medida é forte. O Brasil já sinalizou que recorrerá à Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar a tarifa. Enquanto isso, a Europa observa atentamente o desenrolar do caso, enquanto prepara o lançamento do euro digital.

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