O Produto Interno Bruto (PIB) da Espanha registrou alta de 0,7% no segundo trimestre de 2026 em comparação com o trimestre anterior, segundo a prévia divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O resultado veio em linha com as expectativas do mercado, que projetava expansão entre 0,6% e 0,8%. Em termos homólogos, a economia espanhola cresceu 2,5% ante o mesmo período de 2025, acelerando em relação ao avanço de 2,2% observado no primeiro trimestre.
Composição do crescimento
De acordo com o INE, o crescimento trimestral foi puxado principalmente pelo consumo privado, que subiu 0,9%, e pelo investimento em capital fixo, que cresceu 1,1%. As exportações líquidas também contribuíram positivamente, com alta de 0,2 ponto percentual no PIB. O setor de serviços liderou a expansão entre os ramos de atividade, com avanço de 0,8%, seguido pela indústria (0,5%) e construção (0,4%). A agricultura registrou queda de 0,1%.
Emprego e inflação
O mercado de trabalho espanhol mostrou resiliência no trimestre. A taxa de desemprego caiu para 11,2%, ante 11,5% nos primeiros três meses do ano. A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), ficou em 2,1% em junho, ainda dentro da meta do Banco Central Europeu. "Os dados indicam que a economia espanhola mantém um ritmo sólido de crescimento, apesar do cenário global de incertezas", afirmou a ministra da Economia, Nadia Calviño, em comunicado.
Perspectivas para o restante do ano
O governo espanhol projeta crescimento de 2,7% para todo o ano de 2026, revisando para cima a estimativa anterior de 2,5%. O Fundo Monetário Internacional (FMI), em seu relatório de julho, prevê expansão de 2,6% para a Espanha em 2026, ante 2,4% para a zona do euro. Os principais riscos citados são a desaceleração da economia global e pressões inflacionárias que possam reduzir o poder de compra das famílias. O INE divulgará o dado consolidado do PIB do segundo trimestre em 31 de agosto.



