Omã anunciou a abertura de rotas marítimas temporárias no Estreito de Ormuz e afirmou que não cobrará quaisquer taxas de pedágio pela passagem de embarcações. O país informou que continuará garantindo a livre navegação na região e designou dois corredores provisórios, ao norte e ao sul da via navegável existente, para facilitar a saída segura de navios.
Coordenação com a OMI e contexto de segurança
Em coordenação com a Organização Marítima Internacional (OMI), Omã estabeleceu essas rotas temporárias em meio ao aumento dos riscos de segurança na região, com o objetivo de organizar e tornar mais segura a movimentação de embarcações. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito, tem sido impactado por tensões geopolíticas recentes, que afetaram o fluxo de navios e trouxeram volatilidade aos mercados de energia.
Medidas operacionais e orientações aos navegantes
Em aviso aos navegantes, as autoridades omanitas afirmaram que o sistema atual de separação de tráfego não é mais seguro e que os navios devem utilizar as novas rotas temporárias. O plano foi desenvolvido em conjunto com a OMI e prevê um fluxo controlado de embarcações, com agrupamento de navios e instruções individualizadas sobre horários de saída e rotas. Antes de prosseguir, as embarcações deverão aguardar em áreas designadas em águas internacionais.
Prioridade na segurança e comunicação constante
Omã destacou que a segurança da navegação é a prioridade e que as embarcações devem manter comunicação constante com as autoridades costeiras, cumprindo rigorosamente as orientações durante a travessia do estreito. Dados da Kpler indicam que o movimento no estreito continua reduzido após o fechamento da hidrovia; Irã prevê desminagem em 30 dias e a adoção do direito marítimo.



