China restringe entregas de minério da Fortescue e impulsiona preços
Os contratos futuros de minério de ferro registraram alta nesta quinta-feira, após a China adotar medidas para limitar as entregas de determinados produtos da mineradora australiana Fortescue a algumas siderúrgicas locais. A restrição reduz a oferta no maior mercado mundial do insumo siderúrgico, elevando as cotações.
O contrato de minério de ferro para setembro, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE), fechou em alta de 0,48%, a 740 iuanes (US$ 109,01) por tonelada. Já o contrato de referência para agosto na Bolsa de Cingapura subiu 0,89%, para US$ 98,40 por tonelada.
Notificação da estatal chinesa atinge produtos de baixo teor
A China Mineral Resources Group, compradora estatal de minério de ferro, notificou verbalmente algumas usinas de que, a partir de 15 de julho, elas não devem receber cargas portuárias dos produtos “Super Special Fines” e “Fortune Fines” da Fortescue. Ambos são minérios de menor teor de ferro, segundo cinco fontes a par do assunto.
Os estoques do “Super Special Fines” da Fortescue em alguns dos principais portos chineses totalizavam 7,22 milhões de toneladas em 30 de junho, informou um trader que preferiu não se identificar. Esse volume representa quase 5% do total dos estoques portuários de minério de ferro, de acordo com cálculo da Reuters baseado em dados da consultoria Steelhome.
Custos de transporte limitam ganhos
No entanto, os custos de transporte mais baixos limitaram os ganhos nos preços do minério de ferro nesta quinta-feira. Os preços do petróleo caíam cerca de 1%, registrando queda pelo terceiro dia consecutivo, depois que o Catar informou que o Irã e os EUA haviam feito progressos em negociações indiretas focadas no Estreito de Ormuz, que movimentava um quinto do abastecimento global de petróleo antes da guerra.



