Palmas, no Tocantins, enfrenta um invernão atípico: enquanto outras regiões do Brasil registram quedas de temperatura, a capital tocantinense continua sob calor intenso. O motivo, segundo o meteorologista Francisco Assis, é o padrão dos ventos.
Vento desvia massas de ar frio
“O padrão dos ventos nesta época do ano sempre empurra as massas de ar frio para o oceano, desviando de Palmas. Às vezes, chega apenas em algumas regiões do sul do Tocantins”, explica Assis. Esse fenômeno impede que o ar frio alcance o município, mantendo as temperaturas elevadas.
Duas estações bem definidas
O clima na região segue uma dinâmica de duas estações: seca e chuvosa. De maio a setembro, a estiagem predomina, com ar seco e bloqueio de chuvas. O céu claro, porém, pode aliviar a sensação térmica. “O predomínio de céu claro pode ser até bom porque a sensação de calor não aumenta. Agora, se tiver muitas nuvens com umidade de 40%, a sensação seria pior”, detalha o meteorologista.
Previsão de calor extremo e El Niño
Assis alerta para a possibilidade de um calor ainda mais excessivo em 2026, influenciado pelo El Niño, fenômeno natural que impacta os padrões de chuva e temperatura globalmente. “O fenômeno já está ativo e contribuindo para as altas temperaturas. Estamos em julho e, até o mês de agosto, as temperaturas devem chegar a 40 graus em Palmas”, afirma.
Dados meteorológicos indicam que, a cada ano, o período de estiagem tem sido marcado por um clima cada vez mais quente e seco. A ausência de nuvens é um fator que pode amenizar a sensação térmica, mas não impede o calor extremo.
Asfalto e falta de árvores agravam calor
O especialista finaliza destacando que a presença de asfalto e a ausência de arborização contribuem para o agravamento das altas temperaturas na cidade. Esses elementos urbanos absorvem e retêm calor, intensificando a sensação de abafamento.



