Tenente da Rota foi monitorado por 4 meses antes de ser baleado
Tenente da Rota monitorado por 4 meses antes de atentado

O tenente da Rota Ronickson Pimentel foi monitorado por criminosos durante quatro meses antes de ser baleado na cabeça, no dia 27 de maio, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Dados do sistema de monitoramento Smart Sanca revelam que o carro usado pelos criminosos, um Logan branco, passou 96 vezes por ruas ligadas à rotina do policial, incluindo sua casa e academia.

Monitoramento intenso

O sistema de câmeras públicas e privadas com reconhecimento facial e leitura de placas registrou o veículo 14 vezes somente na Avenida Goiás, onde ocorreu o ataque. O primeiro registro foi em 14 de fevereiro e o último antes do crime em 22 de maio. A maior incidência de monitoramento ocorreu aos sábados.

O tenente estava em uma moto, à paisana, parado no semáforo, quando dois homens se aproximaram e efetuaram os disparos. A dupla fugiu. A investigação já identificou o suspeito que atirou, mas ele não foi localizado.

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Veículos e prisões

O carro usado na fuga foi encontrado e apreendido na noite de terça-feira (30) em um estacionamento em Guaianases, Zona Leste de São Paulo, pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). A motocicleta usada pelos atiradores havia sido roubada em março na Cidade Dutra, Zona Sul da capital paulista, e recebeu placa clonada de São João de Meriti, no Rio de Janeiro.

No fim de semana, dois suspeitos foram presos em Guaianases por dar cobertura e apoio logístico. Um deles confessou participação no ataque.

Estado de saúde

O tenente segue internado na UTI do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Segundo o último boletim da Rota, ele apresentou resposta satisfatória às medidas médicas, com redução da necessidade de medicação para suporte da pressão arterial e boa resposta ao tratamento neurológico. O oficial permanece sem febre e com os demais órgãos funcionando adequadamente.

A família informou que ele teve resposta neurológica positiva e evolução clínica satisfatória, apesar da gravidade. Ele permanece sedado, sob monitoramento contínuo, e recebe alimentação por sonda.

O tenente é irmão de Eloá Pimentel, assassinada em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves.

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