Os mercados globais operam sem direção única nesta terça-feira, 14 de julho de 2026, com destaque para a alta nas bolsas asiáticas, o recuo generalizado na Europa e a abertura mista dos índices futuros nos Estados Unidos. O petróleo dispara após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar o restabelecimento do bloqueio à navegação iraniana no Estreito de Ormuz, elevando os temores inflacionários.
Ásia-Pacífico fecha majoritariamente em alta
Os mercados da Ásia-Pacífico encerraram o pregão com ganhos na maior parte da região. O índice japonês Nikkei 225 liderou as altas, subindo 0,74%. Na Coreia do Sul, o Kospi reverteu perdas iniciais e fechou com avanço de 0,7%. O australiano S&P/ASX 200 ficou estável (0,00%), enquanto as bolsas chinesas tiveram desempenho forte: o Shanghai SE (China) subiu 1,36% e o índice geral do continente avançou 2,15%. Já o Hang Seng de Hong Kong fechou praticamente estável, com +0,52%. Na contramão, o Nifty 50 da Índia caiu 0,66%.
Europa recua com pressão do petróleo e alerta da Ericsson
As bolsas europeias operam em baixa nesta terça-feira, pressionadas pela alta dos preços do petróleo, que reavivou os receios dos investidores quanto à inflação persistente. O índice pan-europeu STOXX 600 recua 0,59%. Entre os principais mercados: DAX (Alemanha) cai 0,65%; FTSE 100 (Reino Unido) perde 0,45%; CAC 40 (França) recua 0,83%; e FTSE MIB (Itália) cede 0,60%. As ações da Ericsson AB operam em forte baixa após a empresa alertar que as margens de seu principal negócio de redes sofrerão pressão devido ao aumento dos custos de componentes.
EUA: futuros mistos com tensão geopolítica e expectativa de dados
Os índices futuros dos EUA operam mistos, com Dow Jones Futuro em queda de 0,27%, S&P 500 Futuro praticamente estável (-0,05%) e Nasdaq Futuro em alta de 0,47%. Investidores monitoram a escalada das tensões no Oriente Médio após Trump anunciar o bloqueio à navegação iraniana pelo Estreito de Ormuz, o que fez os preços do petróleo dispararem na véspera. Além disso, aguardam a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) de junho dos EUA, às 9h30 (horário de Brasília), que deve mostrar desaceleração da inflação. Na sequência, o chair do Fed, Kevin Warsh, presta seu primeiro depoimento semestral ao Congresso.
Petróleo e Fed no radar
O petróleo sobe depois que Trump afirmou que os EUA estariam restabelecendo o bloqueio ao transporte marítimo iraniano e passariam a cobrar uma taxa de 20% sobre o tráfego de cargas no Estreito de Ormuz. Na véspera, os mercados foram abalados por comentários hawkish do diretor do Fed Christopher Waller, que indicou que o banco central pode precisar elevar a taxa de juros “no curto prazo” se a inflação continuar acima da meta de 2%. Investidores aguardam também o início da temporada de balanços do segundo trimestre, com destaque para JPMorgan Chase, Goldman Sachs, Wells Fargo e Citigroup.
Cenário nacional
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne com o presidente da Anfavea, Igor Calvet, acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin e dos ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. A agenda política e econômica doméstica segue sendo monitorada pelos investidores.



