Algumas federações filiadas à Uefa estão se mobilizando para apoiar uma candidatura de oposição a Gianni Infantino nas próximas eleições presidenciais da Fifa. De acordo com a rádio britânica talkSPORT, o descontentamento com o atual presidente da entidade máxima do futebol mundial tem impulsionado um movimento crescente entre dirigentes europeus para lançar um adversário na disputa.
Movimento de oposição ganha força
A insatisfação com a gestão de Infantino, que comanda a Fifa desde 2016, não é nova, mas parece ter se intensificado nos últimos meses. Fontes ouvidas pela talkSPORT indicam que pelo menos três federações nacionais europeias estariam dispostas a apoiar um nome alternativo. O movimento ainda é incipiente, mas já preocupa o entorno do presidente.
Infantino foi reeleito para um terceiro mandato em março de 2023, em um congresso da Fifa no Kigali, Ruanda. Na ocasião, não houve concorrentes. Contudo, as regras eleitorais da entidade permitem que o mandato se estenda até 2031, o que gerou críticas de setores que pedem maior alternância de poder.
Possíveis candidatos e próximos passos
Embora nenhum nome tenha sido oficialmente lançado, especula-se que dirigentes como o presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Mark Bullingham, ou o vice-presidente da Uefa, Karl-Heinz Rummenigge, poderiam ser cogitados. A Uefa, porém, não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.
As eleições da Fifa estão previstas para 2027, mas o movimento de oposição busca construir uma alternativa viável antes desse prazo. A pressão sobre Infantino também aumenta em meio a investigações sobre supostas irregularidades financeiras na entidade, embora ele negue qualquer envolvimento.
"Acreditamos que o futebol merece uma liderança mais transparente e democrática", afirmou uma fonte ligada à Uefa, sob condição de anonimato, à talkSPORT. "Não se trata de uma questão pessoal, mas de princípios."
Impacto no cenário do futebol mundial
Caso uma candidatura de oposição se concretize, será a primeira vez desde 2016 que Infantino enfrentará um adversário nas urnas. Em 2019 e 2023, ele foi reeleito sem concorrentes. Uma disputa eleitoral poderia expor divisões internas na Fifa e na Uefa, além de reacender debates sobre a governança do futebol global.
Até o momento, a Fifa não comentou o movimento. A assessoria de Infantino limitou-se a reiterar que o presidente "foca em cumprir seu mandato e desenvolver o futebol em todo o mundo".



