O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se nesta terça-feira, 14 de julho de 2026, com Jamieson Greer, representante de Comércio dos Estados Unidos, para discutir a iminente decisão americana sobre a imposição de novas tarifas sobre produtos brasileiros. O encontro, o quinto desde maio, teve como foco principal o que o governo brasileiro classifica como 'caráter injusto' das possíveis medidas protecionistas.
Reunião bilateral e críticas às tarifas
Durante a reunião, realizada em Brasília, representantes do governo Lula destacaram que as tarifas de 25% e 12,5% cogitadas pelos EUA não encontram justificativa técnica ou comercial. O Brasil argumenta que tais barreiras prejudicariam gravemente as exportações nacionais e violariam o espírito de cooperação bilateral. 'Consideramos essas tarifas desproporcionais e sem fundamento', afirmou fonte do Ministério da Economia.
Desde maio, as duas nações vêm mantendo diálogo constante para evitar o agravamento das relações comerciais. O governo brasileiro busca demonstrar que um eventual tarifaço não apenas afetaria o Brasil, mas também teria impactos negativos para consumidores e empresas americanas.
Impactos econômicos e busca por acordo
Segundo dados do Ministério da Economia, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 35 bilhões em 2025, e uma tarifa de 25% poderia reduzir esse fluxo em até 30%. Os setores mais afetados seriam siderurgia, suco de laranja e etanol. O governo Lula enfatizou a necessidade de um acordo comercial 'justo e equilibrado', que promova benefícios mútuos.
Jamieson Greer, por sua vez, ouviu as ponderações brasileiras e sinalizou que levará as preocupações ao governo americano. Não houve anúncio de decisão imediata, mas o encontro foi considerado produtivo pelas duas partes.
Próximos passos
O Brasil espera que a reunião contribua para evitar a imposição das tarifas e abra caminho para negociações mais amplas. O governo Lula mantém a disposição de dialogar, mas também prepara medidas de retaliação caso as tarifas sejam confirmadas. A decisão final dos EUA é aguardada para as próximas semanas.



