A Justiça do Acre definiu a data do julgamento de Eduardo da Costa Azevedo, de 25 anos, acusado de assassinar a própria mãe, Márcia Maria da Costa Azevedo, de 47 anos, em novembro de 2024, em Rio Branco. A informação foi confirmada ao g1 pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC). O julgamento está previsto para o dia 23 de junho, um ano e oito meses após o crime.
Detalhes do crime e da acusação
Eduardo responde por homicídio qualificado por motivo torpe, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. Ele confessou o crime, mas alegou que teria sido agredido pela mãe com uma 'panelada' na cabeça. A defesa, feita pela Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE-AC), que não costuma comentar os processos, solicitou avaliação de sanidade mental, apontando 'comportamentos estranhos' dissociados da realidade.
Em janeiro do ano passado, o juiz Robson Ribeiro Aleixo, da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco, acolheu o pedido da defesa e determinou a instauração de um incidente de insanidade mental para avaliar as condições psicológicas do réu. Com a decisão, o processo ficou suspenso até a conclusão da perícia, que deveria apresentar o laudo em até 45 dias. O procedimento visa verificar se o acusado tinha capacidade de compreender o ato no momento do crime ou se possui alguma deficiência mental.
Relembre o caso
Márcia Maria foi encontrada morta a facadas em uma casa no conjunto Esperança, em Rio Branco, no dia 2 de novembro de 2024. Segundo o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), o filho, então com 23 anos, estava no local quando a guarnição chegou. A polícia isolou a área até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que atestou o óbito e estimou a morte por volta das 8h.
Após a confirmação, agentes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e peritos do Instituto Médico Legal (IML) realizaram os procedimentos periciais. O corpo foi encaminhado ao IML para exames cadavéricos.
Julgamento e testemunhas
Eduardo segue preso. Segundo o TJ-AC, sete testemunhas devem ser ouvidas durante a sessão de julgamento, que tramita sob sigilo. O Acre registrou 14 feminicídios em 2025, e o estado tem a maior taxa do país no ano.



