Governo Lula reage a tarifaço de 25% dos EUA: 'injusto'
Governo Lula reage a tarifaço de 25% dos EUA: 'injusto'

O governo brasileiro reagiu com duras críticas ao novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, confirmado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) na noite desta quarta-feira. Em nota oficial elaborada pelo Palácio do Planalto em conjunto com os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic) e das Relações Exteriores, o Brasil afirmou que “qualquer sobretaxa se mostra injusta e não é o caminho” para construir um acordo bilateral “mutuamente adequado”.

Antecedentes da medida

O USTR concluiu em junho uma investigação comercial contra o Brasil e propôs a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras, com exceções previstas em uma lista específica de produtos. A medida foi conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, instrumento que permite ao governo americano apurar práticas consideradas prejudiciais ao comércio dos EUA e adotar sanções contra países-alvo. A investigação foi iniciada em 15 de julho de 2025 por determinação do presidente Donald Trump.

Reação do governo brasileiro

Na véspera da decisão, sem conseguir avançar nas negociações com os Estados Unidos, o governo brasileiro já se antecipou e reiterou sua posição contrária à sobretaxa. A nota oficial destaca que a medida é “injusta” e não contribui para o diálogo bilateral. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, em postagem no X, acusou o presidente Lula de “colocar seu ego na frente” e afirmou que o governo brasileiro não negociou de boa-fé.

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Detalhes do tarifaço

Ao detalhar a nova tarifa de 25%, o secretário do Comércio dos EUA listou 864 exceções, incluindo itens de grande peso na pauta de exportações brasileiras, como terras-raras, suco de laranja e café. Essas exceções amenizam parcialmente o impacto sobre setores estratégicos, mas a maioria dos produtos brasileiros será afetada pela sobretaxa.

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