Operação Chip Falso cumpre mandados em Teresina
Dez pessoas foram presas e cerca de 110 suspeitos de fornecer dados pessoais, biometria e informações cadastrais serão intimados a prestar esclarecimentos ao Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), conforme divulgado nesta quinta-feira (16) pelo delegado Humberto Mácola. A Operação Chip Falso tem como alvo um grupo suspeito de transferir linhas telefônicas sem autorização para invadir contas bancárias, clonar perfis de WhatsApp e aplicar golpes em diferentes estados.
Central de operações era chamada de 'Casa da Fraude'
Segundo a investigação, o grupo mantinha uma central de operações em uma residência no bairro Monte Castelo, Zona Sul de Teresina, denominada pelos policiais de 'Casa da Fraude'. No local, os suspeitos abordavam pessoas para obter documentos, CPFs e dados biométricos que eram usados para burlar sistemas de segurança de operadoras de telefonia.
De acordo com o delegado Humberto Mácola, do DRCC, os investigados utilizavam essas informações para mudar a titularidade de linhas telefônicas de vítimas de diferentes estados do país. A fraude é conhecida como SIM Swap e consiste na transferência ilegal e não autorizada de um número de telefone para um chip controlado pelos criminosos.
Como o golpe era aplicado
Com acesso à linha, os suspeitos conseguiam receber códigos de autenticação enviados por SMS e invadir contas e aplicativos das vítimas. Segundo a Polícia Civil, o grupo conseguia acessar contas bancárias, assumir perfis no WhatsApp, realizar transferências indevidas, fazer compras com cartões das vítimas e se passar por elas para aplicar golpes, como pedidos de dinheiro a parentes e o falso advogado.
Ex-funcionária de operadora foragida
Uma ex-funcionária de uma operadora de telefonia, identificada como Rosana Rodrigues da Silva, é considerada foragida pela Polícia Civil do Piauí. Ela é apontada como um dos principais alvos da Operação Chip Falso. A informação foi confirmada pelo delegado Humberto Mácola, que afirmou que a mulher é suspeita de ser uma das principais articuladoras do esquema.
Ao g1, Humberto Mácola informou que cerca de 110 pessoas foram identificadas por suspeita de terem cedido voluntariamente dados pessoais aos investigados. Segundo o delegado, essas pessoas não podem ser classificadas, neste momento, como integrantes do grupo criminoso.



