Governo Lula critica tarifa de 25% dos EUA e planeja retaliação
Governo Lula critica tarifa de 25% dos EUA e planeja retaliação

O vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e ministros do governo Lula criticaram duramente a decisão do governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre as exportações brasileiras. Em declaração à imprensa, Alckmin classificou a medida como 'injusta e descabida'. A tarifa, anunciada nesta quarta-feira, atinge 26,2% de tudo que o Brasil vende aos EUA, com exceções para alguns setores.

Impacto da tarifa e reação do governo

A tarifa de 25% foi aplicada após uma investigação do governo americano sobre práticas comerciais brasileiras, que incluiu alegações sobre o uso do sistema de pagamentos Pix e suposto desmatamento na Amazônia. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a medida é 'desproporcional e baseada em argumentos frágeis'. Segundo ele, o Brasil buscará retaliar no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) e também poderá adotar medidas comerciais recíprocas.

Diversificação de mercados como estratégia

O presidente Lula determinou que sua equipe econômica acelere as negociações para ampliar acordos comerciais com outros blocos, como a União Europeia e a China. 'Não podemos depender de um único parceiro. Vamos diversificar nossos mercados para reduzir a vulnerabilidade', disse o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A expectativa é que a tarifa cause uma redução de até US$ 5 bilhões nas exportações brasileiras para os EUA neste ano.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, alertou para os efeitos inflacionários da medida. 'A tarifa pode elevar os preços de insumos importados e afetar a cadeia produtiva brasileira', afirmou. Ele destacou que o BC monitora os impactos e pode ajustar a política monetária se necessário.

Reação do setor produtivo

Entidades empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), também criticaram a tarifa. O presidente da CNI, Ricardo Alban, disse que 'a medida é um golpe para a indústria brasileira, que já enfrenta custos elevados'. Ele defendeu que o governo busque uma solução negociada antes de partir para retaliações que possam prejudicar ainda mais o comércio bilateral.

O governo brasileiro estuda aplicar sobretaxas em produtos americanos, como milho, trigo e carne suína, caso não haja avanço nas negociações. A decisão final deve ser tomada em até 30 dias, segundo o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar