O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu nesta quinta-feira (16) o PIX como um meio de pagamento 'seguro' e 'instantâneo' capaz de gerar inclusão financeira para a população brasileira. A declaração ocorre após o Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) afirmar que o Banco Central brasileiro 'desfavoreceu provedores de serviços de pagamentos eletrônicos dos EUA, ao mesmo tempo em que favorece seu sistema nacional'.
Galípolo rebate críticas do USTR
Em resposta às acusações, Galípolo destacou que o PIX substitui instrumentos tradicionais, como cheque e dinheiro físico, beneficiando toda a sociedade. 'Quem perde espaço é o cheque e o dinheiro físico. O que é bom para todos', disse o presidente do BC. A declaração foi feita durante evento em São Paulo.
Impacto do PIX na inclusão financeira
O PIX, lançado em 2020, revolucionou o sistema de pagamentos brasileiro, permitindo transferências instantâneas 24 horas por dia. Segundo dados do BC, mais de 70% da população adulta já utilizou o PIX, contribuindo para a redução do uso de dinheiro em espécie e ampliando o acesso a serviços financeiros.
O USTR, em seu relatório anual sobre barreiras comerciais, apontou que o Brasil favorece o PIX em detrimento de concorrentes estrangeiros, como cartões de crédito e sistemas de pagamento de empresas americanas. No entanto, Galípolo reafirmou que o sistema é aberto e regulado de forma neutra.



