O motorista de aplicativo José Edson da Silva, de 43 anos, está desaparecido desde terça-feira (14) em Sertãozinho (SP). Ele saiu para trabalhar e não retornou. O carro utilizado por ele, um Hyundai HB20 branco, foi localizado na quarta-feira (15) em Ribeirão Preto (SP), ocupado por três adolescentes. A Polícia Civil investiga o caso.
Carro encontrado com adolescentes
De acordo com o delegado José Carvalho Geraldo Júnior, os adolescentes foram levados à Delegacia da Infância e Juventude e liberados. O boletim de ocorrência não aponta, por ora, indicativos de envolvimento dos jovens em ato infracional contra o patrimônio ou contra José Edson. O veículo foi cadastrado como recuperado e inicialmente entregue à esposa do motorista, mas posteriormente encaminhado para perícia.
“Como é um desaparecimento e até então foi um fato muito em cima daquilo que havia acontecido, a delegacia não tinha conhecimento ainda desse fato. Então foi feita a liberação dele. Com essa informação de que a pessoa continua desaparecida, foi requisitada então pela Deic a perícia”, afirmou o delegado.
Investigação da DIG
A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) assumiu o caso. Equipes percorrem o trajeto por onde o veículo passou e levantam pontos da cidade que possam auxiliar na investigação. “A DIG já está com esse caso e nós estamos percorrendo todo o trajeto por onde esse veículo passou. Estamos levantando todos os pontos da cidade por onde temos registro”, disse o delegado.
Até a última atualização desta reportagem, José Edson não havia sido localizado. A perícia foi requisitada depois que a Polícia Civil passou a reunir mais informações sobre o desaparecimento. A olho nu, não foram identificados sinais de luta dentro do carro, conforme o delegado. “A olho nu, nós não temos nada que mostre que houve luta ali dentro ou qualquer coisa parecida. Então é só a perícia mesmo”, disse.
Família relata manchas e objetos no veículo
Familiares de José Edson disseram à EPTV que, após a liberação do carro, notaram marcas no veículo e possíveis manchas de sangue. Luiz Diego dos Santos, familiar, afirmou que o carro tinha marcas como se tivesse batido ou passado por mato. “A única coisa que eu vi no carro foi marca de como se tivesse batido, no canteiro, arrastado nos matos. Tinha uma pequena mancha de sangue também na porta do motorista, tinha bastante mancha no porta-mala, tipo marca de dedo”, disse.
Luiz Diego também relatou a presença de roupas, chinelos e uma tesoura no veículo, itens que não seriam de José Edson. A Polícia Civil não confirmou que as manchas sejam de sangue nem que os objetos tenham relação com o desaparecimento. A perícia deve apontar se há vestígios no carro e se eles ajudam a esclarecer o caso.
Esposa e amigo relatam angústia
Cristiane Ferreira dos Santos, esposa de José Edson, procurou a polícia após estranhar a falta de contato. Ela disse que o marido trabalhava com corridas por aplicativo em Ribeirão Preto. “Ele é muito apegado aos filhos. Eu sei que ele não ficaria tanto tempo sem notícia dos filhos. Não ficaria, porque eu conheço ele”, afirmou. Ela tentou ligar e fazer chamadas de vídeo, sem retorno. “Eu não sei onde procurar. Estou no desespero só”, disse.
O amigo Edmilson Benítez da Cruz, também motorista de aplicativo, disse que conversava com José Edson com frequência e que o último contato foi na terça-feira. Segundo Edmilson, José Edson disse que estava indo para Ribeirão Preto. “O contato meu com o Edson é frequente, a gente conversa toda hora. Depois desse horário, não tive mais contato com ele”, afirmou. A família começou a procurar pelo motorista durante a madrugada. “É angustiante demais. A gente precisa de uma resposta”, disse.
Investigação em andamento
A Polícia Civil informou que ainda não pode divulgar detalhes sobre o que os adolescentes disseram na delegacia para não atrapalhar as investigações. O delegado também afirmou que José Edson não tem registro de envolvimento com a polícia. A perícia no veículo deve fornecer mais informações sobre o caso.



