O fluxo de petróleo através do Estreito de Ormuz está ocorrendo no ritmo mais rápido desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, apesar de Teerã afirmar que o principal ponto de estrangulamento da via marítima está fechado. Na sexta-feira, sábado e domingo, petroleiros transportando cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto passaram pelo estreito, de acordo com dados de rastreamento compilados pela Bloomberg. Esse é o maior fluxo transparente desde antes do início da guerra, no final de fevereiro. O próprio Irã transportou 6 milhões de barris nesta manhã.
Movimentação de GNL e petroleiros
Quatro petroleiros de gás natural liquefeito (GNL) em lastro, de propriedade de uma empresa de navegação do Catar ou operando sob acordos de afretamento de longo prazo com o país, também cruzaram o estreito nesta segunda-feira, de acordo com dados de rastreamento de navios da Kpler. O Catar, um dos três maiores exportadores de GNL do mundo, interrompeu temporariamente a produção após o início da guerra devido ao fechamento do estreito e a ataques iranianos contra a infraestrutura de energia. Ontem, um incidente técnico provocou explosão na zona industrial de Ras Laffan, o maior centro de exportação do gás existente, e gerou preocupações de novos problemas na oferta.
Número de travessias ainda abaixo do normal
Ainda segundo a Kpler, 19 petroleiros passaram por Ormuz em qualquer direção no sábado, seguidos por 14 no domingo. Até esta manhã, mais nove petroleiros haviam deixado o Golfo Pérsico e três haviam entrado. Mesmo assim, o número de travessias é uma fração das taxas anteriores à guerra. Os dados contrastam com informações da segurança iraniana, que disse no sábado ter fechado o estreito. O exército dos EUA reiterou que a via está aberta.



