Exportadores brasileiros respiram aliviados após a administração Trump anunciar isenções em mais de 2.100 produtos da tarifa de 25% que seria aplicada sobre exportações do Brasil. A medida, que entraria em vigor em 16 de julho de 2026, ameaçava cerca de US$ 11 bilhões em vendas ao mercado americano.
Alívio no setor exportador
"Era uma faca apontada para as nossas cabeças", afirmou o presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Café Solúvel, Carlos Mendes, em referência ao impacto que a tarifa teria sobre o setor. O café solúvel foi um dos produtos incluídos na lista de exceções, assim como mel orgânico, que também foi poupado da taxação.
As isenções foram obtidas após intenso trabalho de associações setoriais e empresas brasileiras junto ao governo americano. Segundo o Ministério da Economia, mais de 2.100 produtos foram excetuados, o que representa cerca de 40% do total de itens exportados pelo Brasil para os Estados Unidos.
Setores ainda preocupados
Apesar do alívio, setores como calçados e roupas ainda enfrentam desafios, pois não foram incluídos nas isenções. A tarifa de 25% continua valendo para esses produtos, o que pode reduzir a competitividade brasileira no mercado americano.
"Estamos monitorando a situação e buscando alternativas para minimizar os impactos", disse a diretora da Associação Brasileira da Indústria Têxtil, Ana Paula Souza. O governo brasileiro também avalia medidas de retaliação caso as negociações não avancem.
Impacto econômico
As exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 31 bilhões em 2025, e a tarifa de 25% poderia afetar significativamente esse fluxo. Com as isenções, a expectativa é que o impacto seja menor, mas ainda há incertezas sobre a continuidade das negociações comerciais entre os dois países.



