O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, anunciou a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, justificando que o sistema de pagamentos instantâneos Pix recebe tratamento especial no Brasil, o que prejudica a concorrência americana. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa em Washington.
Motivações da tarifa
Segundo Greer, o Pix, desenvolvido pelo Banco Central do Brasil, é um sistema de pagamento que domina o mercado brasileiro e não enfrenta concorrência justa de empresas americanas. "Queremos que o Pix compita com as empresas americanas na mesma base", afirmou o secretário. Ele alega que o tratamento diferenciado dado ao Pix viola princípios de livre comércio.
A tarifa de 25% incidirá sobre uma ampla gama de produtos brasileiros, com exceções para itens como laranja, carne e café, considerados essenciais para manter o abastecimento nos Estados Unidos. A medida entra em vigor em 30 dias.
Reações e impactos
O governo brasileiro ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes do Ministério da Economia indicam que o Brasil pode recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC). Especialistas estimam que a tarifa pode reduzir as exportações brasileiras para os EUA em até 15% no curto prazo, afetando setores como aço, calçados e têxteis.
O Pix, lançado em 2020, processa mais de 100 milhões de transações por dia e é amplamente utilizado no Brasil. A decisão americana reflete uma postura mais agressiva na política comercial, visando proteger empresas de pagamentos dos EUA, como PayPal e Square.



