A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, defendeu publicamente a imposição de tarifas contra o Brasil, acusando o governo brasileiro de adotar práticas comerciais desleais que prejudicaram os agricultores americanos por anos. Em declaração à imprensa, Rollins afirmou que 'os dias de injustiça estão no fim' e que os EUA estão tomando medidas para responsabilizar o Brasil.
Acusações de comércio desleal
Segundo Rollins, o Brasil teria colocado os produtores e agricultores americanos em desvantagem por meio de barreiras tarifárias e não tarifárias, além de permitir o desmatamento ilegal que distorce o mercado global de commodities. A secretária destacou que a tarifa brasileira de 18% sobre o etanol americano impactou negativamente as exportações dos EUA, reduzindo drasticamente a competitividade do produto norte-americano no mercado brasileiro.
Medidas de retaliação
Os EUA já iniciaram procedimentos para aplicar tarifas compensatórias sobre produtos brasileiros, como açúcar, etanol e suco de laranja. Rollins afirmou que 'não podemos mais tolerar práticas que violam acordos comerciais e prejudicam nossos agricultores'. A medida é vista como uma escalada na guerra comercial entre os dois países, que já trocam acusações sobre subsídios agrícolas e barreiras sanitárias.
Reação do Brasil
O governo brasileiro, por meio do Ministério da Agricultura, criticou a postura dos EUA, classificando as acusações de 'infundadas' e 'unilaterais'. Em nota, o ministério afirmou que o Brasil segue as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e que as tarifas sobre o etanol são legítimas para proteger a indústria nacional. A expectativa é que o caso seja levado à OMC para arbitragem.
Impactos econômicos
Especialistas alertam que a imposição de tarifas pode elevar os preços de alimentos e combustíveis nos EUA, além de prejudicar as relações comerciais bilaterais, que movimentam bilhões de dólares anualmente. O setor sucroenergético brasileiro, um dos mais afetados, já sinalizou que buscará novos mercados para compensar possíveis perdas.



