O ministro da Fazenda, Fernando Durigan, declarou nesta quarta-feira que ainda não há confirmação oficial por parte dos Estados Unidos sobre a imposição de novas tarifas comerciais contra o Brasil. A declaração foi dada em resposta a questionamentos sobre a possível aplicação da Lei de Reciprocidade brasileira, caso haja uma nova rodada de tarifas norte-americanas.
Brasil aguarda posição oficial dos EUA
Segundo Durigan, é necessário aguardar uma confirmação formal do governo dos Estados Unidos antes de qualquer tomada de decisão. O ministro destacou que o Brasil "tem razão" em suas posições comerciais e que o país está preparado para responder, mas que a reciprocidade só será aplicada se houver confirmação das medidas.
"Ainda não houve confirmação da imposição de tarifas pelos EUA. Precisamos aguardar uma posição oficial, porque o Brasil tem razão", afirmou Durigan, durante evento sobre reforma tributária promovido pelo Valor Educação.
Lei de Reciprocidade como ferramenta de defesa comercial
A Lei de Reciprocidade, aprovada pelo Congresso Nacional, permite ao Brasil retaliar economicamente países que imponham barreiras comerciais unilaterais. O instrumento é visto como uma forma de proteger a indústria nacional e equilibrar as relações comerciais.
Especialistas apontam que a aplicação da lei dependeria da confirmação das tarifas americanas e da avaliação do impacto sobre setores estratégicos da economia brasileira. Até o momento, o governo brasileiro mantém uma postura de cautela, evitando medidas precipitadas.
Impactos para o agronegócio e indústria
Caso as tarifas sejam confirmadas, setores como o agronegócio e a indústria manufatureira podem ser os mais afetados. O Brasil exporta commodities como soja, carne e minério de ferro para os EUA, além de produtos industrializados.
O ministro Durigan reforçou que o governo está monitorando a situação e que o diálogo com os Estados Unidos continua aberto. "Estamos acompanhando de perto e, se necessário, tomaremos as medidas cabíveis para defender nossos interesses", completou.



