O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (9) que, sob o pretexto de ser liberal, a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central criou uma "anarquia para fintechs" no Brasil, resultando em falta de supervisão e uso dessas empresas pelo crime organizado. A declaração foi dada em entrevista à Rádio Gaúcha.
Críticas à gestão de Campos Neto
"A pretexto de dizer que é liberal, que ia liberar a atuação do mercado, se criou uma anarquia. Se deu autorização para muitas fintechs atuarem no Brasil, mas ao mesmo tempo elas não ficaram supervisionadas. Então o que a gente tem visto é muita fintech sendo usada pelo crime organizado para lavar dinheiro, para receber dinheiro de bet ilegal", afirmou Durigan.
O ministro também lembrou que foi durante a administração de Campos Neto que surgiu o escândalo do Banco Master, reforçando a necessidade de maior controle sobre o setor.
Medidas do governo
Durigan disse que é preciso antecipar o cronograma para que as fintechs sejam supervisionadas pelo Banco Central. O governo não vai deixar de tomar providências sobre essas empresas por causa das eleições, garantiu.
Ele adiantou que o Executivo vai exigir que transferências de fundos para fundos via fintechs tenham notificação ao Banco Central e à Fazenda. Além disso, lembrou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem um plano de trabalho para investigar o que houve com fundos da Reag na Carbono Oculto.
Contexto do Desenrola Adimplentes
Na mesma entrevista, Durigan comentou sobre o programa Desenrola Adimplentes, lançado pelo governo em junho. A iniciativa busca aliviar as taxas de juros pagas por trabalhadores informais que estão com as dívidas em dia, mas pagam juros muito elevados. O ministro afirmou que continua pedindo à Febraban para levar o programa aos bancos.



