Polícia confirma vínculo entre 'Galego' e suspeito de atirar em tenente da Rota
Polícia confirma vínculo entre 'Galego' e suspeito de atirar em tenente

A investigação da Polícia Civil confirmou o vínculo entre Elenilson Misael da Silva, conhecido como 'Galego', morto por policiais da Rota em Peruíbe (SP), e Hércules da Costa Siqueira, principal suspeito de atirar contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel. Siqueira, também chamado de Golias, Chavinho e Peruca, foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol e pode ser preso em qualquer país. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) oferece recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à sua captura.

Morte de 'Galego' e investigação

'Galego' foi o terceiro suspeito do crime a ser morto pela polícia. Inicialmente, a SSP-SP havia informado que não existiam indícios de seu envolvimento no atentado. No entanto, o avanço da apuração mudou o rumo do caso e confirmou a ligação direta entre ele e Hércules Siqueira. A morte ocorreu no dia 2 de julho. Na ocasião, os policiais receberam uma denúncia anônima que apontava 'Galego' como suposto integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e relatava seu envolvimento no atentado contra o tenente.

Além de apontar a participação no crime, a denúncia repassou aos policiais as características do carro usado pelo suspeito. A partir desses dados, os agentes da Rota iniciaram buscas pela região de Peruíbe até localizarem o veículo. Conforme o relato policial, o motorista tentou fugir ao perceber a aproximação da viatura. Houve uma perseguição pelas ruas da cidade até a Rua Cuiabá, onde os policiais conseguiram interceptar o carro. Durante a tentativa de abordagem, a polícia afirma que 'Galego' estava armado e ameaçou os agentes. Em reação, os agentes efetuaram dois disparos de fuzil e três de pistola calibre .40. O suspeito foi alvo de cinco tiros e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade, mas não resistiu. A ocorrência foi registrada como Morte Decorrente de Intervenção Policial (MDIP). O caso é investigado pela Delegacia Sede de Peruíbe, com acompanhamento da Corregedoria da Polícia Militar, conforme os protocolos legais para esse tipo de situação.

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Suspeitos mortos

Entre os dias 29 de junho e 2 de julho, três homens morreram em ações da tropa de elite da Polícia Militar, a Rota, na capital paulista e no litoral, após denúncias que os relacionavam ao ataque contra o tenente. A primeira morte ocorreu na madrugada de 29 de junho. Uma equipe do 1º Batalhão de Polícia de Choque da Rota recebeu uma denúncia de que um homem que teria participado do atentado estava nas proximidades da Estrada do Aricanduva, no bairro José Bonifácio, na Zona Leste da capital.

Segundo a versão da PM, o suspeito estava armado e houve confronto durante a abordagem. O homem foi baleado e morreu no local. Em nota assinada pelo major PM Veiga, a Rota afirmou que, por causa do confronto, a denúncia não chegou a ser averiguada e que, até o momento, não há elementos que relacionem o homem morto aos autores da tentativa de homicídio contra o tenente. Na manhã de quarta-feira (1º), outra denúncia sobre um suposto envolvido no atentado levou equipes da PM até a região de Guaianases, também na Zona Leste. De acordo com a corporação, houve confronto, e o suspeito foi baleado. Ele chegou a ser encaminhado para um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos. Apesar de a ação ter sido motivada por uma denúncia relacionada ao atentado, a SSP informou que 'não atribui ao homem morto nesta quarta-feira (1º) a condição de suspeito da tentativa de homicídio contra o Tenente Pimentel'. A pasta acrescentou que o caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial e segue sob investigação.

Atentado ao Tenente Pimentel

O tenente Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado na cabeça no dia 27 de junho, na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O PM estava à paisana em uma moto, parado no semáforo, quando dois homens se aproximaram e efetuaram os disparos. Em seguida, a dupla fugiu. A vítima foi socorrida e está internada em estado grave. O policial é irmão de Eloá Pimentel, assassinada aos 15 anos pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, em outubro de 2008. O cárcere privado da adolescente durou cerca de 100 horas e foi acompanhado em tempo real por emissoras de televisão, tornando-se um dos casos criminais de maior repercussão do país.

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