Direita bolsonarista propõe alinhamento total com EUA e abandono da China
Direita bolsonarista quer alinhamento total com EUA e saída do Mercosul

Uma corrente da direita liderada pela família Bolsonaro defende um alinhamento incondicional e automático com os Estados Unidos, a saída do Mercosul e, por consequência, o abandono do acordo com a União Europeia, já que ele exige uma política comercial comum do bloco. Além disso, critica a relação do Brasil com a China, insinuando ser nociva aos interesses nacionais.

Superávit com China contrasta com déficit com EUA

Em 2025, o Brasil teve um superávit de US$ 29,09 bilhões no comércio com a China, enquanto com os Estados Unidos registrou um déficit de US$ 7,53 bilhões. Em resumo, essa agenda propõe abrir mão do principal parceiro comercial brasileiro para buscar uma integração com o governo Trump, baseada na ideia de uma improvável futura zona de livre comércio com os EUA. Diante do protecionismo radical do atual governo Trump, esse projeto é um suicídio comercial, segundo análise de José Tadeu Gobbi, de São Paulo.

Tarifaço de Trump como vento contrário a Flávio Bolsonaro

O tarifaço imposto por Donald Trump nasceu com a equivocada intenção de favorecer a direita brasileira e causar desgaste na pré-candidatura à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, conforme observa J. S. Vogel Decol, de São Paulo, as pesquisas de intenção de voto mostram que o tiro saiu pela culatra, com grande número de eleitores se declarando contrários ao voto no senador Flávio Bolsonaro, poste e porta-voz de seu pai inelegível. Em vez de impulsionar a pré-candidatura de Flávio, o tarifaço se virou contra ele, vaticinando o naufrágio de suas pretensões políticas.

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FlaxFlu: a disputa entre Bolsonaro e Lula

Sérgio Eckermann Passos, de Porto Feliz, compara a polarização política a um clássico FlaxFlu: de um lado, Flávio Bolsonaro e seus intermináveis escândalos e inconsistências, que remetem aos fantasmas do pai; do outro, Lula, o pior presidente que o País já teve, responsável por todo este lodo no qual a sociedade e a economia se encontram, pleiteando ser o salvador da Pátria. A terceira via não decola e a esperança de sair da maldição do FlaxFlu vai sumindo.

Leitura como urgência civilizatória

João Gabriel Souza Lossapio, de Sumaré, destaca que o número de leitores diminuiu e que o Brasil tem mais não leitores do que leitores, o que é preocupante em um país onde a única forma de resolver problemas é formar uma população intelectualmente preparada. Uma democracia se fortalece quando seus cidadãos também se fortalecem intelectualmente.

Willian Soares de Lima, de São Paulo, complementa que, diante do excesso de entretenimento fácil e da velocidade vertiginosa das informações, ensinar às crianças e adolescentes o poder da leitura tornou-se tarefa árdua. A responsabilidade recai sobre os pais, que entregam celulares ou tablets sem questionar. A solução está em transmitir às próximas gerações a importância da leitura como ferramenta de emancipação, crítica e conexão humana.

Guerra comercial e governo Trump

José A. Muller, de Avaré, comenta que o governo americano confirmou o tarifaço contra produtos brasileiros e que Lula estuda aplicar a Lei da Reciprocidade. De um lado, Trump, presidente instável que funciona como um elástico; do outro, Lula, que governa um país em constantes crises e quer se mostrar como aquele que enfrenta a maior potência mundial. Numa contenda, a corda sempre arrebenta do lado mais fraco, portanto cautela é necessária.

Jane Araújo, de Brasília, afirma que o governo Trump transformou os EUA em uma nação tirânica, insuportável e responsável por desestabilizar o mundo, capaz de tiranizar até o Pix, conquista benéfica para todos os brasileiros.

Deri Lemos Maia, de Araçatuba, observa que as declarações de Trump não se escrevem: ele anunciou um pedágio de 20% sobre cargas no Estreito de Ormuz, mas voltou atrás em menos de 24 horas, substituindo a medida por investimentos em países do Golfo. Isso reforça a percepção de que suas declarações funcionam como instrumento de pressão.

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Flávio Bolsonaro como cabo eleitoral de Lula

Luciano Harary, de São Paulo, aponta que Flávio Bolsonaro tornou-se um verdadeiro cabo eleitoral de Lula. Desde que foi pego na mentira ao negar o pedido de empréstimo de milhões de dólares a Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, e depois levou um esculacho público de sua madrasta, o senador só despenca nas pesquisas, enquanto Lula ascende. O mais recente episódio foi a foto de Flávio sorrindo ao lado do capanga de Vorcaro. Se fosse nobre, abriria mão da candidatura, mas nobreza não parece fazer parte do clã Bolsonaro.

Roberto Solano, do Rio de Janeiro, compara a estratégia do PL de Bolsonaro à da Inglaterra no futebol: recuar no segundo tempo, enquanto a Argentina (PT de Lula) avançou com garra. Se Flávio não sair, a vitória será de Lula.

Futebol brasileiro e a lição argentina

Sérgio Eckermann Passos critica a campanha futebolística do Brasil na Copa do Mundo, expressando o modo como o país anda: sem planejamento, contando com a sorte e sem pensar no amanhã. Para voltar a ser grande, é preciso reorganizar, planejar a longo prazo e escolher melhor líderes.

Arnaldo Luiz Corrêa, de Santos, confessa inveja da Argentina, que virou o jogo contra a Inglaterra com alma e caráter. O Brasil, que já foi referência mundial, hoje assiste nostálgico ao futebol que um dia chamou de seu. O marketing joga melhor que o meio-campo. Messi merece reconhecimento, e a rivalidade caricata entre Brasil e Argentina deveria ser aposentada. Respeito se conquista correndo até o último minuto.

Sylvio Belém, de Recife, compara Neymar e Messi: enquanto Messi teve ótima atuação com garra e determinação, Neymar mostrou-se apático e desinteressado.

Gilberto Pereira Tiriba Santos, de Santos, exalta Messi: aos 39 anos, seu fascínio transcende a técnica – é questão de alma. Ele comemora cada gol com vigor de estreante, prova de paixão pura. Oxalá a seleção brasileira tivesse um Messi que tratasse a bola com reverência.

Maurílio Polizello Junior, de Ribeirão Preto, critica a romantização da “mano de Dios” de Maradona em 1986, considerando-a um símbolo de vergonha. Ele defende que a Fifa retire o título da Argentina daquele ano para corrigir a fraude histórica.