A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% em junho, o menor nível para o mês desde 2014, segundo dados do IBGE. O resultado veio abaixo das expectativas do mercado e reforça a resiliência do mercado de trabalho, mesmo diante da manutenção da Selic em patamares elevados.
Juros ao consumidor atingem 64% ao ano
Enquanto o desemprego recua, o custo do crédito continua subindo. A taxa média de juros para pessoas físicas alcançou 64% ao ano em junho, de acordo com o Banco Central. O rotativo do cartão de crédito lidera as altas, com juros acima de 400% ao ano. Especialistas apontam que a inadimplência elevada e a incerteza fiscal mantêm os bancos cautelosos, travando a queda da Selic.
Governo Lula critica prorrogação de emergência dos EUA
Em resposta à decisão do governo americano de estender o estado de emergência nacional que afeta o Brasil, o Palácio do Planalto classificou a medida como “descabida”. Nota oficial divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores afirma que a prorrogação não se justifica e que o Brasil buscará diálogo com os EUA para reverter a situação. A emergência, originalmente declarada em 2019, autoriza sanções e restrições econômicas.
Mercados internacionais e impactos internos
No exterior, o iene disparou, reacendendo especulações sobre nova intervenção do Japão no câmbio. Na Europa, bolsas fecharam em alta com PIB forte e balanços positivos. Nos Estados Unidos, a Amazon recebeu sinal verde para operar 2,5 mil táxis-robôs por ano, impulsionando o setor de tecnologia. Internamente, o Ibovespa subiu, impulsionado pelo alívio externo, mas a alta dos juros futuros limita ganhos.
Perspectivas para investimentos
Com a Selic parada em 13,75%, a renda fixa continua atraente. O Tesouro IPCA+ oferece taxas recordes de até 8,27% ao ano. Fundos imobiliários de papel rendem até 17% em 12 meses, mas a manutenção dos juros altos pode mudar o cenário. Para quem busca renda passiva, a recomendação é diversificar entre ativos pós-fixados e indexados à inflação.



