O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está repetindo a estratégia pré-eleitoral adotada por Jair Bolsonaro, mas com foco em crédito em vez de gastos diretos. Levantamento do economista Marcos Mendes, do Insper, calculou que as medidas de estímulo implementadas entre meados de 2025 e maio de 2026 somam R$ 215 bilhões.
Composição do pacote de estímulos
O pacote inclui isenções fiscais, programas sociais e linhas de crédito subsidiado. Diferentemente de Bolsonaro, que priorizou transferências de renda como o Auxílio Brasil, Lula aposta no crédito para aquecer a economia. Entre as ações estão a ampliação do Minha Casa, Minha Vida e o Desenrola Brasil, programa de renegociação de dívidas.
Impacto fiscal e alertas de especialistas
Apesar de abordagens distintas, especialistas alertam para efeitos negativos de longo prazo nas contas públicas. O aumento da dívida pública e as incertezas fiscais são preocupações centrais. Segundo Marcos Mendes, “o estímulo pode gerar crescimento de curto prazo, mas eleva o risco fiscal e pressiona a inflação”.
O governo defende que as medidas são necessárias para retomar o crescimento econômico e reduzir desigualdades. No entanto, críticos apontam que a estratégia pode comprometer o arcabouço fiscal aprovado em 2023.
Contexto político e eleitoral
O pacote ocorre em ano pré-eleitoral, com Lula buscando reeleição. A repetição da estratégia de Bolsonaro reacende o debate sobre responsabilidade fiscal e os limites da intervenção estatal. A execução envolve isenções fiscais e programas sociais, impactando a economia e a política.



