CNT pede a presidenciáveis que transporte seja prioridade na pauta
CNT pede a presidenciáveis prioridade para transporte

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) entregou, nesta quinta-feira (29), uma carta aberta aos candidatos à Presidência da República, solicitando que o setor de transporte seja tratado como prioridade nas futuras políticas públicas. O documento, assinado pelo presidente da entidade, Vander Costa, destaca a importância estratégica do transporte para o crescimento econômico e a geração de empregos no Brasil.

Setor representa 13% do PIB e emprega milhões

De acordo com dados da CNT, o transporte responde por aproximadamente 13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional e emprega diretamente mais de 3,5 milhões de trabalhadores. A entidade alerta que, apesar desse peso econômico, o setor sofre com a falta de investimentos e com a burocracia excessiva. “O transporte é um dos pilares da economia brasileira, mas enfrenta desafios históricos que precisam ser enfrentados com urgência”, afirmou Vander Costa.

Principais reivindicações da carta

No documento, a CNT elenca cinco pontos centrais: ampliação dos investimentos em infraestrutura, desburocratização do setor, melhoria da segurança jurídica, redução da carga tributária e incentivo à inovação tecnológica. A entidade também defende a criação de um plano nacional de logística de longo prazo, com metas claras e previsibilidade orçamentária.

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“Precisamos de um planejamento que vá além dos governos. O transporte não pode ficar refém de ciclos eleitorais”, destacou o presidente da CNT. A carta será enviada a todos os candidatos com representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Impacto na competitividade do país

A CNT ressalta que o custo logístico no Brasil é um dos mais altos do mundo, representando cerca de 12% do PIB, ante uma média de 8% nos países da OCDE. Esse custo elevado reduz a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional. “Cada real investido em infraestrutura de transporte gera retorno econômico e social. Ignorar esse fato é comprometer o futuro do país”, afirmou Vander Costa.

A entidade também cobra a conclusão de obras paralisadas e a manutenção adequada das rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Dados da CNT indicam que 60% das rodovias brasileiras apresentam algum tipo de problema no pavimento, o que aumenta o risco de acidentes e eleva os custos operacionais.

Próximos passos

A CNT pretende realizar encontros com as equipes de campanha dos presidenciáveis para detalhar as propostas. A expectativa é de que o tema seja incluído nos debates eleitorais. Vander Costa afirmou que a entidade estará atenta às promessas e, após as eleições, cobrará o cumprimento dos compromissos assumidos.

“O Brasil não pode mais adiar as reformas necessárias para modernizar seu sistema de transporte. Estamos dispostos a dialogar, mas também a cobrar resultados”, concluiu.

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