O programa Brasil Soberano 3, anunciado pelo governo federal, é visto por economistas como um pacote de estímulo à economia mais robusto do que um plano de socorro tradicional. A avaliação é de que as medidas focam em investimentos e expansão do crédito, em vez de transferências diretas de renda.
Medidas do programa
O Brasil Soberano 3 prevê a injeção de R$ 50 bilhões na economia por meio de linhas de crédito subsidiadas para empresas e investimentos em infraestrutura. Segundo o Ministério da Economia, o objetivo é acelerar o crescimento do PIB em 1,5 ponto percentual neste ano.
“O programa é mais um estímulo do que um socorro, pois não se destina a emergências, mas sim a alavancar a atividade econômica de forma sustentada”, afirmou o economista-chefe de uma consultoria, que preferiu não ser identificado.
Impacto esperado
Os recursos serão direcionados principalmente para setores como energia, logística e tecnologia. A expectativa é gerar 200 mil empregos diretos e indiretos nos próximos 12 meses. Para o professor de economia da FGV, Marcos Mendes, “o programa pode ter efeito positivo, mas é importante monitorar a execução para evitar desvios e garantir que os investimentos cheguem aos setores mais produtivos”.
Comparação com planos anteriores
Diferentemente do Brasil Soberano 1 e 2, que focaram em auxílio emergencial durante a pandemia, a terceira edição prioriza projetos de longo prazo. “Há um risco de o programa gerar inflação se não houver contrapartidas fiscais”, alerta a economista do Ipea, Ana Paula Vescovi.
O governo defende que as medidas são necessárias para retomar o crescimento após dois anos de recessão técnica. O ministro da Economia destacou que “o Brasil Soberano 3 é um passo ousado para recolocar o país na rota do desenvolvimento”.



