O Brasil caiu sete posições no ranking de competitividade global elaborado pelo IMD (International Institute for Management Development), passando do 58º lugar em 2024 para o 65º em 2025 entre 70 países avaliados. A queda reflete desafios econômicos e institucionais, como inflação persistente, juros altos e instabilidade política.
Desempenho do Brasil
O ranking mede a capacidade das nações de promover um ambiente favorável aos negócios e ao crescimento sustentável. O Brasil ficou atrás de países como Chile (44º), Colômbia (52º) e Peru (54º) na América Latina. A piora foi atribuída a fatores como infraestrutura deficiente, burocracia excessiva e baixa produtividade.
Destaques do ranking
Singapura lidera a lista, seguida por Suíça e Dinamarca. Os Estados Unidos caíram para o 4º lugar, enquanto a China manteve a 21ª posição. Entre as economias emergentes, a Índia subiu para o 39º lugar, impulsionada por reformas e crescimento do PIB.
O ranking do IMD considera 336 critérios, divididos em quatro pilares: desempenho econômico, eficiência do governo, eficiência dos negócios e infraestrutura. O Brasil teve piora nos quatro pilares, com destaque para a queda no pilar de eficiência do governo, que inclui estabilidade fiscal e ambiente regulatório.
Para especialistas, a recuperação da competitividade brasileira depende de reformas estruturais, como a tributária e a administrativa, além de investimentos em educação e inovação. Apesar do cenário desafiador, o Brasil ainda é visto como um mercado atrativo para investimentos de longo prazo em setores como agronegócio e energia renovável.



