O Brasil caiu sete posições no ranking de competitividade global elaborado pelo International Institute for Management Development (IMD), passando do 58º para o 65º lugar entre 70 países avaliados. O estudo, divulgado nesta semana, aponta que o país enfrenta desafios significativos em áreas como infraestrutura, educação e ambiente de negócios.
Desempenho do Brasil
O ranking de competitividade do IMD avalia 70 economias com base em 336 critérios, agrupados em quatro pilares: desempenho econômico, eficiência do governo, eficiência dos negócios e infraestrutura. O Brasil registrou queda em todos os pilares, com destaque para a piora no desempenho econômico e na eficiência do governo.
Comparação regional
Na América Latina, o Brasil perdeu posições para Chile (44º), Colômbia (57º) e Peru (58º). A Argentina permanece na 70ª posição, a última do ranking. O país também ficou atrás de outras economias emergentes, como Índia (40º) e China (21º).
Entre os fatores que contribuíram para a queda estão a alta inflação, os juros elevados, a instabilidade política e a baixa produtividade. O estudo também aponta que o Brasil precisa avançar em reformas estruturais para melhorar sua competitividade.
Ranking global
As primeiras posições do ranking são ocupadas por Cingapura, Suíça e Dinamarca. Os Estados Unidos aparecem em 10º lugar, enquanto o Reino Unido está em 28º. A Venezuela é a última colocada, na 70ª posição.
O IMD ressalta que a competitividade não depende apenas de indicadores econômicos, mas também de fatores como inovação, digitalização e sustentabilidade. O Brasil precisa investir em educação, infraestrutura e simplificação tributária para reverter a tendência de queda.
Reações
O governo brasileiro ainda não se manifestou oficialmente sobre o resultado. Especialistas ouvidos pelo InfoMoney destacam que a queda no ranking reflete a falta de reformas e a deterioração do ambiente de negócios nos últimos anos. Para eles, é urgente que o país adote medidas para aumentar a produtividade e atrair investimentos.



