Bolsas de NY caem antes do Fed e com tensões no Oriente Médio
Bolsas de NY caem ante Fed e tensões no Oriente Médio

As bolsas de Nova York operam em queda nesta quarta-feira, véspera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), enquanto uma nova escalada de tensões no Oriente Médio pressiona os preços do petróleo e eleva os rendimentos dos Treasuries. O cenário interrompe a trégua vista no início da semana, que havia trazido alívio aos mercados globais.

Ameaças dos EUA ao Irã reacendem temores geopolíticos

Os Estados Unidos voltaram a ameaçar o Irã, aumentando as preocupações com uma possível interrupção no fornecimento de petróleo da região. Como resultado, os contratos futuros do petróleo Brent e WTI subiram mais de 2% no pregão, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro americano de 10 anos avançavam para perto de 4,4%. A aversão ao risco se espalhou pelos ativos, com o ouro também registrando alta.

Expectativa pelo Fed domina o humor dos investidores

O mercado aguarda com atenção a decisão do Fed sobre os juros, que será anunciada amanhã. A maioria dos analistas espera uma manutenção da taxa em 5,25%-5,50%, mas o foco estará no comunicado e nas projeções econômicas, que podem sinalizar os próximos passos da política monetária. Segundo economistas consultados pela Bloomberg, a inflação ainda resiliente e o mercado de trabalho aquecido devem impedir cortes prematuros.

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Na bolsa, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq operam no vermelho, com perdas entre 0,3% e 0,7%. Os setores de energia e tecnologia são os mais impactados, enquanto o setor de serviços públicos tenta se segurar.

Impacto nos mercados globais e no Brasil

A piora do clima externo também afeta os mercados emergentes. No Brasil, o Ibovespa opera em queda, pressionado pela alta do petróleo (que impacta a Petrobras) e pela aversão ao risco. O dólar sobe frente ao real, em linha com o fortalecimento da moeda americana no exterior. Investidores monitoram ainda a tramitação da reforma tributária no Congresso, que segue como pano de fundo.

As tensões no Oriente Médio, combinadas com a incerteza em torno dos juros americanos, devem manter a volatilidade nos mercados até o fim da semana. Estrategistas recomendam cautela e posições defensivas até que haja maior clareza sobre os rumos da economia global.

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