Arrecadação federal cresce 7,7% em junho impulsionada pelo petróleo
Arrecadação federal cresce 7,7% em junho

A arrecadação do governo federal registrou alta de 7,7% em junho de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, atingindo R$ 185 bilhões. O resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento das receitas do setor de petróleo, que cresceram 22% no período, reflexo da alta do preço do barril e do aumento da produção nacional.

Crescimento puxado pelo petróleo

Dados divulgados pela Receita Federal mostram que a arrecadação total com royalties e participações especiais da exploração de petróleo e gás natural somou R$ 12,3 bilhões em junho, ante R$ 10,1 bilhões no mesmo mês de 2025. Esse incremento de R$ 2,2 bilhões respondeu por cerca de 15% do crescimento total da arrecadação federal no mês.

O governo Lula destacou que o resultado é positivo, mas ainda insuficiente para cobrir o aumento das despesas obrigatórias, como Previdência e salários. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a arrecadação segue em trajetória de recuperação, mas alertou para a necessidade de controle fiscal.

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Outras fontes de receita

Além do petróleo, a arrecadação de impostos federais como Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) também apresentou alta, de 3,5% e 4,2% respectivamente. Já a arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) recuou 1,8%, influenciada pela queda na produção industrial.

O economista-chefe de uma consultoria privada, que preferiu não ser identificado, avaliou que o crescimento da arrecadação é positivo, mas ainda não resolve o problema fiscal do país. “O governo precisa de medidas estruturais para aumentar a eficiência dos gastos, não apenas contar com receitas extraordinárias do petróleo”, disse.

Perspectivas para o segundo semestre

A expectativa do mercado é que a arrecadação continue crescendo nos próximos meses, impulsionada pela safra recorde de grãos e pela recuperação gradual da economia. No entanto, a volatilidade dos preços do petróleo no cenário internacional representa um risco para as contas públicas.

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que o órgão está monitorando de perto a arrecadação e que não há previsão de revisão da meta fiscal para 2026. “Estamos confiantes de que a arrecadação se manterá em patamares elevados, mas é preciso cautela”, declarou.

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