Maus-tratos a crianças dobram no Brasil em 5 anos; bullying cresce
Maus-tratos a crianças dobram no Brasil em 5 anos

Os casos de maus-tratos contra crianças e adolescentes mais que dobraram nos últimos cinco anos no Brasil, segundo levantamento recente. Em 2025, a taxa alcançou 77,4 vítimas por 100 mil habitantes, um aumento expressivo em relação a 2020. Além disso, crimes de bullying e cyberbullying também registraram crescimento significativo, com altas de 68,2% e 61,4%, respectivamente.

Dados alarmantes de violência contra jovens

O estudo, divulgado por fontes oficiais, aponta que crianças e adolescentes continuam sendo os mais afetados por estupros, representando 76% das vítimas, embora tenha havido uma leve diminuição nos registros desse crime. Especialistas destacam que a subnotificação ainda é um desafio, e que os números podem ser ainda maiores.

“O aumento dos maus-tratos reflete a necessidade de fortalecer a rede de proteção e melhorar os mecanismos de notificação”, afirmou um especialista ouvido pela reportagem. A situação exige atenção urgente das autoridades e da sociedade civil.

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Bullying e cyberbullying em alta

O bullying, tanto presencial quanto virtual, tem crescido de forma preocupante. O levantamento mostra que os casos de bullying aumentaram 68,2% no período, enquanto o cyberbullying subiu 61,4%. Esses dados indicam um ambiente escolar e digital cada vez mais hostil para os jovens.

“É fundamental que escolas e famílias atuem juntas para identificar e combater essas práticas”, destacou o especialista. Campanhas de conscientização e políticas públicas específicas são apontadas como medidas necessárias para reverter essa tendência.

Estupro: leve queda, mas jovens ainda são maioria

Apesar da redução nos registros de estupro, o percentual de vítimas crianças e adolescentes se manteve alto: 76% do total. A leve queda pode estar relacionada a melhorias na notificação, mas ainda é insuficiente diante da gravidade do problema.

“Precisamos de ações integradas entre saúde, educação e segurança para proteger nossas crianças”, concluiu o especialista. O levantamento reforça a urgência de políticas públicas eficazes para combater a violência contra a população infantojuvenil.

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