O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, avaliaram todas as opções disponíveis para lidar com o programa nuclear do Irã, incluindo a possibilidade de um ataque militar, de acordo com uma fonte familiarizada com as discussões. O encontro, realizado em local não divulgado, teria ocorrido nos últimos dias e faz parte de uma série de contatos entre as lideranças para coordenar estratégias diante do avanço das capacidades nucleares iranianas.
Reunião de alto nível
Segundo a fonte, que pediu anonimato, a reunião foi descrita como “muito produtiva” e cobriu desde sanções econômicas até operações encobertas. “Eles examinaram minuciosamente cada cenário, desde a intensificação da pressão diplomática até uma ação militar direta”, afirmou. A fonte acrescentou que Trump demonstrou “total apoio” a Israel no direito de se defender, mas também frisou a necessidade de considerar as consequências regionais de qualquer movimento.
Opções em cima da mesa
Entre as alternativas discutidas estão o reforço das sanções unilaterais dos EUA, o apoio a grupos de oposição iranianos, ataques cibernéticos a instalações nucleares e, como último recurso, um ataque aéreo coordenado. A fonte indicou que não houve decisão final, mas que ambos os líderes concordaram em manter “todas as opções sobre a mesa” enquanto monitoram os progressos do Irã em seu programa de enriquecimento de urânio.
Reação internacional
A notícia do encontro gerou reações imediatas na comunidade internacional. O governo iraniano, por meio de seu porta-voz, classificou as declarações como “propaganda belicista” e reiterou que seu programa nuclear é pacífico. A União Europeia pediu moderação e disse que “diálogo é o único caminho viável”. Analistas apontam que a escalada de tensões pode impactar o mercado de petróleo, já que o Irã é um dos maiores produtores da Opep.
Contexto histórico
As relações entre EUA, Israel e Irã sempre foram marcadas por desconfiança. Em 2018, Trump retirou os EUA do acordo nuclear com o Irã (JCPOA), alegando que o tratado era insuficiente. Desde então, o Irã acelerou seu programa nuclear, enriquecendo urânio a níveis próximos ao necessário para uso militar. Netanyahu, por sua vez, sempre defendeu uma postura mais dura contra Teerã, chegando a comparar o regime iraniano ao “nazismo”. O encontro recente reforça a aliança estratégica entre os dois países, mesmo após a saída de Trump da Casa Branca.
Próximos passos
A fonte afirmou que novas reuniões estão previstas para as próximas semanas, envolvendo também assessores militares e de inteligência. “A prioridade é evitar que o Irã obtenha uma arma nuclear, mas sem precipitar uma guerra regional”, explicou. Enquanto isso, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) continua suas inspeções, mas relata dificuldades de acesso a algumas instalações. O mundo observa com apreensão os desdobramentos dessa complexa equação geopolítica.
Até o momento, nem a Casa Branca nem o gabinete de Netanyahu comentaram oficialmente o conteúdo da reunião. O silêncio, no entanto, não diminui a especulação de que uma ação mais incisiva contra o Irã pode estar sendo preparada. Especialistas alertam que qualquer ataque teria consequências imprevisíveis para todo o Oriente Médio.



