Merz nomeia primeira mulher como chefe de gabinete em reforma ministerial
Merz nomeia 1ª mulher chefe de gabinete em reforma

O premiê alemão Friedrich Merz nomeou Nina Warken como a primeira mulher a ocupar o cargo de chefe de gabinete, em uma reforma ministerial anunciada em Berlim. A mudança ocorre antes de eleições estaduais e em meio a pressões por resultados, com o partido de Merz aparecendo atrás da sigla AfD, de extrema direita, nas pesquisas de opinião após um primeiro ano difícil no cargo.

Reforma ministerial e novo papel de Warken

Warken, até então ministra da Saúde, assumirá a chefia de gabinete, substituindo Jens Spahn, que renunciou à liderança do grupo parlamentar CDU/CSU. A reformulação foi anunciada em uma coletiva de imprensa em Berlim, onde Merz e Warken discursaram. A nomeação de uma mulher para o cargo é inédita na história recente da chancelaria alemã.

Pressão política e cenário eleitoral

Merz enfrenta pressão para apresentar resultados concretos, enquanto o partido de ultradireita AfD lidera as intenções de voto em algumas regiões. As eleições estaduais iminentes são vistas como um teste para a coalizão governista. Segundo analistas, a reforma ministerial busca renovar a imagem do governo e responder às críticas internas e externas.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

“Precisamos de uma equipe forte e renovada para enfrentar os desafios do país”, afirmou Merz durante o anúncio. A oposição, no entanto, classificou a mudança como uma manobra política sem substância.

Impacto e reações

A nomeação de Warken foi recebida com cautela por grupos de direitos das mulheres, que pedem maior representatividade em cargos de liderança. Já a base governista espera que a reforma ajude a reverter a queda nas pesquisas, que mostram a AfD com vantagem em estados-chave do leste alemão.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar