Lula critica tentativa dos EUA de interferir em eleições brasileiras
Lula critica interferência dos EUA nas eleições brasileiras

Presidente publica artigo em jornal norte-americano

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou neste domingo (26) um artigo no jornal norte-americano The Washington Post no qual afirma que o governo brasileiro não aceitará tentativas de usar a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos para pressionar o país por motivos políticos ou influenciar as eleições. A declaração ocorre após o Itamaraty negar vistos a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA que, segundo o governo brasileiro, viriam ao país para questionar a integridade e a confiabilidade do sistema eleitoral.

Frase de Lula sobre parceria bilateral

No artigo, Lula escreveu: "Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam. Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras." A frase faz referência a declarações anteriores do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que classificou o Brasil como "não-amigo" em determinados contextos.

Itamaraty nega vistos e alega intervenção

O Itamaraty negou o pedido de visto dos dois funcionários americanos, alegando que eles pretendiam interferir no processo eleitoral brasileiro. A medida gerou tensão diplomática entre os dois países. Lula reforçou a posição soberana do Brasil: "Estamos prontos a continuar dialogando de maneira aberta e construtiva, como o relacionamento entre dois países como o Brasil e os Estados Unidos requer. Mas o destino do Brasil compete apenas aos brasileiros, sem interferência externa, nem subserviência."

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Relação bilateral em momento delicado

A publicação do artigo ocorre em um contexto de desgaste nas relações entre Brasil e EUA, especialmente após críticas do governo norte-americano ao processo eleitoral brasileiro. Lula buscou reafirmar a independência do Brasil, mas sinalizou disposição para o diálogo aberto e construtivo, desde que respeitada a soberania nacional.

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