Casa Branca defende direito de jogadores argentinos sobre Malvinas
Casa Branca defende manifestação argentina sobre Malvinas

A polêmica faixa erguida por jogadores da seleção argentina, com os dizeres 'As Malvinas são argentinas', durante a comemoração da vitória contra a Inglaterra, ganhou um novo capítulo. Desta vez, um representante da Casa Branca saiu em defesa do direito dos atletas de se manifestarem.

Nesta sexta-feira (17), Andrew Giuliani, diretor da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo de 2026, que será sediada pelos Estados Unidos, Canadá e México, citou a Primeira Emenda da Constituição americana para justificar o apoio. A Primeira Emenda garante, entre outros, o direito à liberdade de expressão.

Manifestação durante a Copa

A faixa foi exibida pelos jogadores argentinos logo após a partida contra a Inglaterra, válida pela fase de grupos do torneio. O gesto gerou reações imediatas, especialmente por parte do governo britânico, que reafirmou a soberania do Reino Unido sobre as ilhas.

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No entanto, Giuliani afirmou que, em solo americano, a liberdade de expressão é um direito fundamental. 'A Primeira Emenda protege o direito de se manifestar, mesmo em temas controversos', declarou o diretor, em entrevista coletiva.

Repercussão internacional

A declaração da Casa Branca ocorre em meio a tensões diplomáticas entre Argentina e Reino Unido, que travam uma disputa de longa data pela soberania das Ilhas Malvinas, localizadas no Atlântico Sul. O conflito armado de 1982 entre os dois países deixou centenas de mortos.

Até o momento, o governo argentino não se pronunciou oficialmente sobre o apoio americano, mas a imprensa local destacou a fala de Giuliani como um sinal de reconhecimento da causa argentina.

A Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México termina neste domingo (19), mas a polêmica promete continuar gerando debates sobre os limites da liberdade de expressão em eventos esportivos internacionais.

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