O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, demitiu o ministro da Defesa, Andriy Taran, nesta quarta-feira (15), em meio a uma ofensiva que ampliou significativamente o uso de drones contra alvos russos. A decisão foi anunciada por decreto presidencial, sem explicação oficial, mas ocorre após críticas internas sobre a gestão da guerra.
Expansão do uso de drones sob comando de Taran
Durante sua gestão, Taran impulsionou a aquisição e operação de drones de ataque, incluindo modelos turcos Bayraktar TB2 e sistemas nacionais. Dados do Ministério da Defesa indicam que o número de missões com drones aumentou em 300% nos últimos seis meses, resultando na destruição de dezenas de sistemas de artilharia e tanques russos. Segundo analistas militares, a estratégia de drones foi crucial para conter avanços russos no front leste.
Reações e contexto político
A demissão ocorre em um momento de pressão política, com parlamentares questionando a eficácia do ministério. "Precisamos de uma liderança mais ágil e inovadora", disse o deputado Oleksiy Goncharenko, do partido de oposição. O novo ministro interino será anunciado nos próximos dias, e espera-se que mantenha a política de drones. A Rússia, por sua vez, classificou a mudança como "instabilidade interna".
Impacto militar imediato
Especialistas apontam que a demissão não deve interromper as operações com drones, já que a estratégia está consolidada. No entanto, a transição pode gerar atrasos em novas aquisições. A Ucrânia planeja adquirir mais 100 drones até o fim do ano, com custo estimado de US$ 500 milhões. A guerra continua com intensos combates no Donbass, onde os drones têm sido essenciais para ataques de precisão.



