Voto no exterior garante vitória de Espriella na Colômbia; presidente eleito promete 'nova era'
Voto exterior dá vitória a Espriella na Colômbia

O advogado de extrema direita Abelardo de la Espriella venceu a eleição presidencial na Colômbia por uma margem inferior a um ponto percentual, derrotando o governista Iván Cepeda. Quase dois terços da diferença de votos vieram dos colombianos residentes no exterior, que foram fundamentais para a vitória. Em seu primeiro discurso após a confirmação do resultado, Espriella declarou que o país entra em uma 'nova era'.

Resultado apertado e papel da diáspora

Com 99,9% das urnas apuradas, Espriella obteve 50,3% dos votos válidos contra 49,7% de Cepeda. A diferença total foi de aproximadamente 120 mil votos, dos quais cerca de 78 mil foram emitidos no exterior. A participação dos colombianos fora do país atingiu recorde histórico, com mais de 800 mil votos registrados.

Segundo a autoridade eleitoral colombiana, o voto no exterior representou 5,2% do total de votos válidos, mas respondeu por 65% da margem de vitória de Espriella. 'Os colombianos que vivem fora mostraram que querem mudança', afirmou o presidente eleito em coletiva de imprensa.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Reações e protestos

A vitória de Espriella gerou reações mistas. Enquanto líderes latino-americanos de direita, como o argentino Javier Milei e o equatoriano Daniel Noboa, celebraram o resultado, milhares de manifestantes foram às ruas em Bogotá, Medellín e Cali para protestar contra as propostas do novo presidente. Espriella defende uma ofensiva militar contra grupos armados e a declaração de estado de exceção em regiões controladas por narcotraficantes.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que apoiou abertamente Espriella durante a campanha, parabenizou-o em uma rede social: 'Grande vitória para a Colômbia e para a liberdade. Abelardo vai acabar com o crime e trazer prosperidade'.

Desafios do novo governo

Espriella terá que lidar com um Congresso dividido. Sua coalizão, Defensores de la Patria, conquistou 45 das 108 cadeiras no Senado e 98 das 188 na Câmara, insuficiente para aprovar reformas sem negociação. O presidente eleito já anunciou que pretende enviar ao Legislativo um pacote de segurança nos primeiros 100 dias de governo, incluindo a criação de uma força-tarefa militar conjunta com os EUA.

Economistas alertam para a volatilidade nos mercados. O peso colombiano desvalorizou 3% na segunda-feira após o resultado, e o risco-país subiu 45 pontos. Espriella, no entanto, prometeu manter a disciplina fiscal e incentivar investimentos privados no setor de energia.

Contexto regional

A eleição de Espriella insere a Colômbia em uma onda conservadora na América Latina, ao lado de Argentina, Equador e Chile. Analistas apontam que o voto no exterior foi decisivo não apenas pelo número, mas pelo perfil: a diáspora colombiana é majoritariamente jovem e insatisfeita com a segurança no país. 'Eles querem uma mão firme contra a criminalidade', disse o cientista político Carlos Moreno à agência Reuters.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar