Venezuela: réplicas de terremoto podem durar meses, alerta especialista
Venezuela: réplicas de terremoto podem durar meses

O terremoto que atingiu a Venezuela na última quarta-feira (24) foi o mais forte registrado no país em um século, e as réplicas podem continuar por semanas ou até meses, alertou o especialista em sismologia Ziggy Lubkowski. O professor, que é engenheiro sísmico, destacou que, embora as réplicas sejam geralmente menos intensas, elas ainda representam riscos significativos para construções já danificadas e para a segurança da população.

Réplicas podem provocar novos danos

Segundo Lubkowski, as réplicas são esperadas após um grande terremoto e podem ocorrer em um período prolongado. "Mesmo que a magnitude das réplicas seja menor, elas podem causar o colapso de estruturas que já foram enfraquecidas pelo tremor principal", explicou. O especialista enfatizou que a previsão exata de terremotos ainda não é possível com a tecnologia atual, mas a preparação das infraestruturas é essencial para mitigar os danos.

Riscos de deslizamentos e liquefação

Além das réplicas, Lubkowski alertou para outros perigos secundários, como deslizamentos de terra e liquefação do solo. A liquefação ocorre quando solos arenosos e saturados perdem sua resistência durante o tremor, podendo causar afundamentos e danos a fundações de edifícios. "Em áreas montanhosas, os deslizamentos podem ser desencadeados mesmo por tremores moderados, bloqueando estradas e isolando comunidades", acrescentou.

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Impacto do terremoto principal

O terremoto de magnitude 7,3 na escala Richter ocorreu na região de Catia La Mar, no estado de La Guaira, deixando um rastro de destruição. Moradores foram vistos procurando sobreviventes entre os escombros de prédios desabados, enquanto equipes de resgate trabalhavam para localizar vítimas. O abalo foi sentido em diversas cidades do país, incluindo Caracas.

Preparação e monitoramento

Lubkowski reforçou que a preparação das infraestruturas é a melhor defesa contra desastres sísmicos. "Construções que seguem códigos de segurança modernos têm muito mais chances de resistir a terremotos e réplicas", afirmou. Ele também recomendou que as autoridades mantenham o monitoramento contínuo das áreas afetadas para identificar riscos de deslizamentos e liquefação.

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