O fluxo de petroleiros no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, caiu ao menor nível em dois meses, de acordo com dados da empresa de análise de dados Vortexa. A média diária de navios que transitaram pelo estreito foi de 70, uma redução significativa em comparação com as semanas anteriores.
Queda no tráfego reflete tensões regionais
A diminuição no tráfego ocorre em meio a crescentes tensões geopolíticas no Oriente Médio, especialmente entre Irã e Estados Unidos. O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, é uma passagem crucial para cerca de 20% do petróleo mundial. Qualquer interrupção nessa rota pode impactar os preços globais do petróleo e a segurança energética de vários países.
Segundo a Vortexa, a média de 70 navios por dia representa uma queda de aproximadamente 15% em relação ao mês anterior. O menor fluxo foi registrado na última quarta-feira, com apenas 62 petroleiros cruzando o estreito.
Impacto nos mercados de petróleo
A redução no fluxo de petroleiros já começa a gerar preocupações nos mercados internacionais. Analistas apontam que a queda pode ser um sinal de que as empresas estão evitando a rota devido ao aumento dos riscos de segurança. "Estamos vendo uma clara tendência de redução no tráfego, o que pode levar a um aperto na oferta de petróleo", afirmou um especialista da consultoria Energy Aspects.
O governo iraniano, por sua vez, negou qualquer bloqueio ou restrição ao tráfego no estreito, mas as tensões persistem. Os Estados Unidos reforçaram sua presença militar na região, o que eleva o temor de um confronto direto.
Alternativas de rotas e implicações econômicas
Com a incerteza, algumas empresas estão buscando rotas alternativas, como o desvio pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, o que aumenta os custos de transporte e o tempo de viagem. "Isso pode resultar em preços mais altos para os consumidores finais", destacou um analista do setor.
O Estreito de Ormuz tem sido palco de tensões recorrentes, incluindo a apreensão de petroleiros por parte do Irã em retaliação a sanções internacionais. A situação atual, no entanto, parece ser uma das mais críticas dos últimos anos.



