Uma venezuelana radicada em Ribeirão Preto (SP), Ana Katherina González Revidriego, passou a noite de quarta-feira (24) em vigília após os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram a capital venezuelana, Caracas. Familiares de Ana residem na região metropolitana de Caracas, onde os tremores provocaram desabamentos e já deixaram mais de 160 mortos e quase mil feridos, conforme balanço oficial das autoridades locais.
Parentes em área montanhosa
A prima de Ana Katherina, juntamente com o marido e os filhos do casal, mora em Lomas de la Trinidad, no município de Baruta, a sudeste de Caracas. A residência da família está situada em uma região montanhosa. Embora a casa não tenha desabado — ao contrário de edifícios em outras partes da cidade —, ela sofreu danos estruturais, como rachaduras nas paredes.
“A minha prima mora lá e estava no apartamento no momento junto com os filhos. Ela falou que sentia que tiravam o piso da casa, quando estava tentando subir as escadas. Ela disse que não conseguia pisar, que parecia que realmente tudo se movia”, relatou Ana Katherina em entrevista.
Impacto dos tremores
Os dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5 na escala Richter, ocorreram em curto intervalo de tempo, agravando os danos. Até o momento, as autoridades contabilizam mais de 160 mortos e cerca de 900 feridos. Equipes de resgate seguem trabalhando nos escombros em busca de sobreviventes.
A situação na capital venezuelana é de caos, com diversos edifícios desabados e ruas bloqueadas. A comunidade internacional já ofereceu ajuda humanitária ao país.



