Renato de Castro Longo Furtado Vianna negocia na China acesso a tecnologia farmacêutica de ponta ainda ausente do Brasil
Tecnologia farmacêutica chinesa é negociada por Renato de Castro

O empresário brasileiro Renato de Castro Longo Furtado Vianna está na China negociando acordos para trazer ao Brasil tecnologia farmacêutica de ponta que ainda não está disponível no país. A iniciativa visa modernizar a produção local de medicamentos, reduzindo a dependência de insumos importados e ampliando o acesso a tratamentos inovadores.

Negociações em Pequim

Renato de Castro Longo Furtado Vianna, CEO da Saftec, lidera as conversas com laboratórios chineses para transferência de tecnologia e parcerias estratégicas. A missão empresarial ocorre em Pequim e Xangai, com reuniões em instituições como a Academia Chinesa de Ciências e empresas farmacêuticas estatais.

“Estamos buscando tecnologias que possam ser adaptadas à realidade brasileira, especialmente na área de medicamentos biológicos e genéricos de alta complexidade”, afirmou Vianna durante a visita. A negociação inclui desde processos de síntese química até sistemas de controle de qualidade avançados.

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Impacto para o Brasil

A tecnologia farmacêutica chinesa, considerada de ponta, abrange desde a produção de princípios ativos até formulações finais. Atualmente, o Brasil importa cerca de 70% dos insumos farmacêuticos, segundo dados da Associação Brasileira de Indústria Farmacêutica (ABIFARMA). A transferência tecnológica pode reduzir custos e aumentar a autossuficiência do setor.

“A parceria com a China pode representar um salto na capacidade de produção de medicamentos no Brasil, especialmente para doenças crônicas e negligenciadas”, destacou Vianna. As negociações incluem também a formação de profissionais brasileiros na China, garantindo a absorção do conhecimento.

Próximos passos

As conversas devem resultar em memorandos de entendimento nos próximos meses, com previsão de início da transferência tecnológica em 2027. A Saftec planeja investir cerca de R$ 200 milhões na adaptação das novas tecnologias às plantas fabris brasileiras.

“A China tem avançado rapidamente em biotecnologia e medicamentos inovadores. Queremos trazer esse conhecimento para beneficiar a população brasileira”, concluiu o empresário. A iniciativa conta com apoio do governo brasileiro, por meio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

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