Ataque massivo atinge capital ucraniana
A Rússia lançou uma grande ofensiva com mísseis balísticos contra Kiev na manhã deste domingo (19), no maior ataque à capital ucraniana em meses. Segundo autoridades locais, pelo menos 10 pessoas ficaram feridas, e houve danos significativos em infraestrutura civil, incluindo edifícios residenciais e comerciais.
O governador militar de Kiev, Serhiy Popko, confirmou que as defesas aéreas ucranianas abateram a maioria dos mísseis, mas os destroços caíram em áreas urbanas, causando os ferimentos. 'Este foi um dos ataques mais intensos desde o início do ano', declarou Popko em comunicado oficial.
Detalhes do ataque
De acordo com a Força Aérea Ucraniana, a Rússia utilizou mísseis balísticos Iskander-M e Kh-47M2 Kinzhal, lançados de territórios ocupados no leste e do Mar Negro. Foram contabilizados mais de 20 mísseis, dos quais 17 foram interceptados. Os que atingiram o solo causaram explosões em três distritos da cidade.
Equipes de emergência foram mobilizadas para apagar incêndios e resgatar vítimas. O serviço de ambulâncias de Kiev informou que os feridos incluem dois crianças, encaminhadas para hospitais com ferimentos moderados. Nenhuma morte foi reportada até o momento.
Impacto e reações
O ataque ocorre em meio a uma escalada das hostilidades, com forças russas avançando no leste da Ucrânia. Analistas apontam que a ofensiva visa desgastar a defesa aérea ucraniana e pressionar o governo de Volodymyr Zelensky. 'A Rússia tenta sobrecarregar nossos sistemas de defesa com ataques combinados', disse o porta-voz da Força Aérea, Yuriy Ihnat.
A comunidade internacional condenou o ataque. A União Europeia emitiu nota afirmando que 'os ataques indiscriminados contra civis são crimes de guerra'. Os Estados Unidos anunciaram novo pacote de ajuda militar para reforçar a defesa aérea ucraniana.
Contexto da guerra
Kiev tem sido alvo frequente de ataques russos desde o início da invasão em 2022, mas a intensidade diminuiu nos últimos meses devido ao desgaste de mísseis russos. Especialistas estimam que a Rússia tenha retomado a produção de mísseis balísticos, permitindo esta ofensiva. O ataque deste domingo é o maior desde outubro de 2025, quando mísseis atingiram uma usina elétrica na região.
As autoridades ucranianas pedem que a população permaneça em abrigos durante os alertas aéreos, que se tornaram rotina. 'A defesa aérea está funcionando, mas o perigo persiste', alertou o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, em suas redes sociais.



